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Nos tempos da Vila Maggi... A escolinha
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Nos tempos da Vila Maggi... A escolinha

Os tempos eram outros, sim. As manhãs e as tardes pareciam ter mais horas – e demoravam a passar – pois havia tempo para tudo.
Depois de ficar quase um ano no então Ginásio Maria Imaculada (ano de sua inauguração), entrei na Escola Isolada da Vila Maggi, das professoras (que não atendiam por “profe” ou “tia”) Leci Huff, Edith Porto e Sônia Lírio, esta última, que me ensinou o “abc”.
Na verdade, a professora Sônia foi quem me trouxe à luz da alfabetização, me tirando das trevas do analfabetismo. Hoje com seus mais de 90 anos, junto à família, em seu merecido descanso e com filhas, professoras, também já aposentadas. Que professora! Que tempos!
A escola – uma velha “casa de moradia” na atual Rua Benjamin Constant – cedida para se transformar em reduto de ensino e aprendizado, servindo um grande número de crianças. Crianças que, no recreio, brincavam de bolinha de gude, sapata, perna-de-pau, fundas (sempre escondidas) entre outras brincadeiras. Ou, quando havia uma bola, o futebol. E o alarido normal do recreio, cessava quando uma professora batia palmas, chamando de volta às salas. Simples, assim.
A escola tinha uma área aberta na entrada, apenas 2 salas de aula e, se não me falha a memória, uma divisória que servia de secretaria. Banheiro? – Uma tradicional “latrina” na rua... Ah, e havia uma cozinha com alguns armários, panelas e um fogão a lenha, onde íamos secar nossas roupas em dias de chuvarada. Nesse fogão, lembro-me bem, era feito uma sopa de verduras cujo cheiro e gosto guardo até hoje na memória da boca. E os alunos ajudavam de alguma forma levando 1 ovo, 1 pé de couve, 1 osso “pra sopa”, além de verduras e legumes. Confesso: com mais de 50 anos de tentativas, não consegui fazer uma sopa igual. Que sopa! Que tempos!
O percurso era feito sempre a pé e, na volta para casa, por trilhas e algumas ruas de “chão batido” já existentes, não raro, vinha caçando passarinhos (alô, Ibama, o crime já prescreveu!) ou juntando pinhão, conforme a época, Ou então jogando bolinha de gude com alguns colegas, entre os quais destacamos o Remi Ângeli, o Dirceu Souza, o Osmildo Petry, o Ipojucã, o Cézar Fux... Que turma! Que tempos!
Antigas (mas muito presentes) lembranças da escolinha da Vila Maggi. E, saudosista que sou, de quando em vez passo por aquela rua. Que escola! Que tempos!
Com este texto, lembrei do colunista e escritor Paulo Mendes, “havia tempos em que as pessoas eram mais cigarras e menos formigas...”.
E, entre cigarras e formigas, a professora Sônia Lírio se destacou como um exemplo de educadora. Exemplo de amor e dedicação à educação em Canela... a nossa terra!

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