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A pandemia em números
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A pandemia em números

A atual situação da pandemia do coronavírus (Covid-19) em Canela foi conhecida nesta semana. Os números que refletem o cotidiano do sistema de saúde, neste que é considerado o pior momento da crise, foram divulgados pelo chefe do Executivo municipal, Constantino Orsolin, durante encontro virtual com profissionais de imprensa na manhã de terça-feira (30)
Conforme os dados apresentados, a contaminação no município reduziu 440,96% nas últimas cinco semanas repercutindo na queda pela busca por atendimentos relacionados à Covid-19, principalmente no Hospital de Caridade de Canela (HCC). No entanto, o cenário ainda é preocupante porque os números sobre a doença em solo canelense continuam relativamente altos. Isso porque o sistema de saúde como um todo está saturado e a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do HCC está abarrotada por pacientes com domicílio em Canela.
Levantamento da administração municipal indica que na semana anterior ao Rio Grande do Sul ficar sob bandeira preta (15 a 21 de fevereiro), o contágio em Canela estava em ritmo acelerado. Na época, foram contabilizados 301 casos ativos de Covid-19 por semana no município. Após cinco semanas de regras rígidas que restringem principalmente as atividades comerciais, Canela tem 19 contaminados por Covid-19. Atualmente, a cidade atingiu a marca de 4.964 recuperados de um total de 5.126 casos positivos e 143 óbitos.
Os números apresentados por Orsolin também revelam a ocupação do Hospital de Caridade de Canela (HCC), e deixam claro que o coronavírus circulou com força em meio à população local.
Em março de 2020, quando iniciou a pandemia, quatro munícipes estavam internados no HCC porque foram infectados pela Covid-19. Um ano depois, são 27 canelenses hospitalizados, sendo 20 na casa de saúde entre UTI, Enfermaria e Tenda, mas ao todo, a cidade conta atualmente com 27 pacientes hospitalizados, porque outros sete estão alocados em hospitais fora da cidade. O pico das internações ocorreu no mês de fevereiro, quando 94 infectados foram hospitalizados, quase o triplo das internações registradas em janeiro, as quais chegaram a 34. Fevereiro consta, até aqui, como o mês mais crítico no combate à pandemia. Neste período, Canela amargou a triste marca de 40 mortos. De janeiro a dezembro de 2020, um total de 134 contaminados pela Covid-19 foram internados no HCC.


MÊS CRÍTICO
Em fevereiro do ano passado, foram realizados 3.954 atendimentos gerais no hospital. Já em fevereiro de 2021, o hospital canelense realizou 5.564 atendimentos, entre Covid-19 e gerais. Com crescimento da demanda e a necessidade de cuidar e recuperar os infectados, foram aplicados R$ 3.029.21651 entre recursos federais, municiais e estaduais no HCC. Somente na compra de medicamentos e materiais, em 13 meses, houve um crescimento de 691%, passando de R$ 53.792,00 no ano passado para R$ 425.901,00 em 2021. Deste valor, a UTI consumiu R$ 188.005,43 e a Tenda Covid R$ 66.657,49. Outro dado preocupante refere-se ao número de óbitos registrados na cidade. Até ontem eram 143 canelenses vítimas da Covid-19. Fevereiro foi o mês em que mais mortes por Covid-19 foram registradas em Canela: 15. A Tenda Covid, espaço instalado em maio em frente ao HCC como forma de ampliação da casa de saúde para tratamento e atendimento de casos suspeitos e confirmados, teve o mês de dezembro como o de maior procura: 2.533. Fevereiro também foi um mês em que os atendimentos na Tenda também foram altos: 2.188. A UTI Covid também tem fevereiro como preocupante. No mês, 42 pacientes necessitaram de atendimento intensivo. O valor repassado para consumo de oxigênio aumentou 904% de um ano para o outro. Os gastos com oxigênio iniciaram em R$ 11.844,16 em 2020 chegando a R$ 118.980,78 nos três primeiros meses de 2021.

RISCO DE FECHAR AS PORTAS E DESEMPREGO AUMENTAR

Se por um lado a saúde dá sinais de que está melhorando, a economia indica que num futuro próximo podemos ter que enfrentar sérios problemas. Pesquisa encomendada pela Associação Comercial e Industrial de Canela (ACIC) demonstra como a pandemia impactou na economia de Canela. Das 117 empresas que responderam a um formulário digital entre 17 e 18 de março, 56,9% afirmaram que cogitam encerrar as atividades caso as restrições sanitárias continuem. O levantamento também fez acender o sinal de alerta no meio empresarial. Em média, até aqui, três colaboradores por empresa foram desligados das suas funções. Conforme a ACIC, se 56,9% das empresas realmente fecharem as portas, as demissões por empresa podem chegar a seis. A pesquisa indica que 33,9% dos entrevistados perderam de 50% a 75% do seu faturamento desde o início da pandemia em março do ano passado. Para se manterem ativas, 61,3% das empresas que participaram da pesquisa contraíram empréstimos financeiros. Um volume de 55,4% estão deixando de pagar impostos e 61,6% aderiram a políticas de suspensão de contrato ou redução de hora de trabalho. Existem cerca de duas mil empresas registradas em Canela.

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