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A poesia de Pedro Canga
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A poesia de Pedro Canga

No livro “Cultura Sul-Rio-Grandense” (EST / ICP / CIPEL), Porto Alegre, 1981, com organização de Moacyr Flores, encontramos os mais diferentes assuntos sobre o RS, sua história e sua gente.
O professor Pedro Leite Villas-Boas, numa pesquisa primorosa, nos traz um relato sobre a poesia de Pedro Canga, alcunha de Pedro Muniz Fagundes, poeta e repentista.
O mote:
“Pode o céu produzir flores
a terra estrelas criar
não pode meu coração
ser vivente sem te amar”.
A glosa
Pode do mundo a grandeza / reduzir-se tudo a nada,
e ver-se em tudo mudada / a ordem da natureza!
Esta vasta redondeza / matizada de mil cores,
pode o Autor dos autores / tornar em céus de repente,
e desse modo igualmente / pode o céu produzir flores!
Pode esse sol que alumia / parar-se lá nessa altura,
deixar de haver noite escura / e sempre ser claro dia!
Pode também a água fria, / ferver sem fogo e queimar.
Podem as brenhas falar, / tornar-se as planícies em serra,
o peixe viver na terra, / a terra estrelas criar!
Podem as águas correr / às avessas do costume,
subirem ao mais alto cume, / e não poderem descer!
Podem os montes gemer, / amar e sentir paixão
quanto trago à coleção / tudo pode acontecer;
mas deixar de te querer, não pode meu coração!
Inda mais se pode ver: / secar as águas do mar,
o pau no ferro cortar / a neve no fogo arder!
Também pode acontecer / o vento nunca reinar,
enquanto o mundo durar / em silêncio se acomoda,
mas meu coração não pode / ser vivente sem te amar!
Pedro Canga – codinome de Pedro Muniz Fagundes, lendário repentista do século XIX, encrenqueiro, brigão, “furioso”, atrapalhava-se para fazer uma refeição usando talheres e, conforme vemos, criou versos de profunda leveza...
O historiador Guilhermino César, falando de Pedro Canga, em seu livro “O Embuçado do Herval”, traz à luz a história ímpar desse poeta “oculto” da primeira metade do século XIX, aqui no Rio Grande do Sul... a nossa terra!

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