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AGORA, AS AULAS SÃO EM CASA
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AGORA, AS AULAS SÃO EM CASA

 

A mobilização mundial para evitar a disseminação do coronavírus tem mudado os hábitos e a rotina das pessoas. A pandemia impactou na saúde e na economia, mas também refletiu na educação. Com as aulas paralisadas devido ao isolamento social, alunos, pais e professores estão vivendo uma nova realidade. O aprendizado acontece em casa, onde as aulas virtuais têm sido o método mais aplicado pelos educandários.
As redes de ensino privado, municipal e estadual, agora têm na internet os mecanismos que possibilitam os estudos domiciliares. Com a realização de atividades em casa, os pais de certa forma estão mais ativos na vida escolar dos filhos. Mãe de um casal, Betina, 11 anos, e Bernardo, 14 anos, a arquiteta Renata Boeira Hanel conta que pela idade os seus filhos, assim como na escola, seguem realizando as tarefas sozinhos, mas buscam auxílio com mais frequência. “Eles estão me perguntando mais vezes do que antes. Está sendo uma interação bem legal entre pais e filhos. Estamos aprendendo juntos nessa nova forma de educar”, comenta Renata.

MARISTA CONTA COM PLATAFORMA ESPECIAL

O Colégio Marista Maria Imaculada intensificou o uso de uma plataforma chamada Marista Virtual 3.0. Antes do início da pandemia, o recurso era usado principalmente por estudantes do Ensino Médio e dos anos finais para exercícios, provas virtuais sincrônicas, repositório de arquivos e para acompanhar produções das sequências didáticas. “Com o início do isolamento, todos os segmentos migraram para o Marista Virtual e reinventaram o uso. O que vivenciamos nesse momento não se trata mais de educação a distância, que prevê encontros presenciais nas unidades uma vez por semana ao menos, mas de ensino remoto e atividades domiciliares”, explica a coordenadora pedagógica do Marista, Larissa Bandeira. “O período é de intensa aprendizagem para todos os envolvidos: professores, estudantes, familiares e toda a comunidade escolar. O nível de apropriação digital é diferente entre professores, estudantes e famílias. As condições de acesso também se diferenciam. Então, precisamos aprender juntos”, acrescenta.
Diante da nova forma de estudos, o Colégio Marista tem balizado a rotina em três pilares: reinvenção, aprendizagem e solidariedade. Diariamente, são disponibilizadas lives para o corpo docente sobre as boas práticas que são ministradas em cada unidade da rede.
Nos segmentos da Educação Infantil e Anos Iniciais, os professores postam no Marista Virtual semanalmente atividades curriculares. “As estratégias de postagens são variadas e contemplam as habilidades que precisam ser desenvolvidas em cada ano escolar. Iniciaram com vídeos gravados, com slides e voz, depois passaram para podcasts e, nosso próximo passo, será utilizar o Microsoft Teams, ferramenta na qual professores e estudantes terão momentos on-line e poderão tirar dúvidas, fazer correção de atividades”, detalha a coordenadora pedagógica responsável pela Educação Infantil e Anos Iniciais, Socorro Pereira.
Já nos Anos Finais e Ensino Médio, as aulas são planejadas pelos professores e postadas no Marista Virtual. Nas três primeiras semanas, cada professor utilizou a ferramenta que achava necessária, mas a partir da quarta semana, de forma gradual, os educadores iniciaram o acesso gradual ao Teams. Desta forma, além de iniciar conteúdos novos, o convívio entre professores e alunos segue fortalecido.

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COOPEC NÃO PAROU NENHUM DIA

A Coopec também vem aplicando estudos domiciliares com aulas programadas para seus alunos. Cerca de 700 estudantes, do pré ao 3º ano do Ensino Médio, estão aprendendo em casa por meio de aulas virtuais. “Todas as atividades são disponibilizadas no site da Coopec (www.coopeccanelars.com.br). Os vídeos são postados nos grupos de alunos que foram criados com cada turma. Assim, o aluno pode assistir ao vídeo com a aula quantas vezes desejar. Além disso, os professores usam o próprio canal do Youtube para postar vídeos e ministrarem suas aulas”, conta a diretora da escola, Jane Pessin Meyer.
Segundo ela, o dia a dia do corpo docente e dos alunos tem sido de muito trabalho, estudos, explicações, produções de vídeos com dicas e esclarecimentos sobre os conteúdos novos. “A escola não parou nenhum dia, pois seguiu ensinando e buscando novas alternativas de fazer o aluno entender e aprender”, afirma Jane. Atualmente, a Coopec fornece aos alunos do Pré ao 5º Ano todas as atividades da semana na segunda-feira de manhã. Já os estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, recebem atividades durante todos os dias da semana, de acordo com as disciplinas e carga horária de cada turma. “Tivemos que nos adaptar a um novo jeito de ensinar e também de levar o nosso aluno a aprender, mesmo estando a distância, e isso foi e está sendo muito desafiador. Por outro lado, despertou ainda mais o lado criativo e inovador de cada professor e os alunos reaprenderam a estudar, tornaram-se independentes na realização das tarefas e fortaleceram os vínculos com os professores mesmo a distância”, conclui Jane. 

 

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DUAS ALTERNATIVAS PARA ALUNOS DO ENSINO PÚBLICO

A rede municipal de ensino, comandada pelo secretário de Educação, Gilberto Tegner , o Tolão (PDT), denomina o aprendizado em casa como atividades complementares domiciliares por conta da carga horária que é exigida dos alunos por lei. “Definimos atividades semanais, em que o responsável retira no site da prefeitura as atividades para seu filho, ou na segunda-feira pela manhã retira na própria escola com a equipe diretiva”, resume Tegner. “Precisamos criar as duas alternativas. Temos que levar em conta as condições materiais de nossos alunos e a acessibilidade digital ou falta dela nos lares da cidade. Nossos professores estão utilizando outros recursos de mídias sociais acessadas pelo aluno ou responsável, como Facebook, WhatsApp e e-mail”, explica o secretário. A intenção do município é tentar alcançar o aluno para que ele tenha acesso às atividades, na forma que isto for possível.
CIEP ADOTOU VÁRIAS FERRAMENTAS
Responsável pela escola Neusa Mari Pacheco-CIEP, o professor Márcio Boelter destaca que os professores do educandário estão comprometidos com o trabalho pedagógico que o momento exige. “Os professores e a coordenadoria pedagógica realizam um trabalho aguerrido. Estão muito envolvidos com o projeto. Todo o conteúdo para as aulas programadas está disponível de forma on-line, 24 horas por dia, sete dias da semana, no site da escola”, ressalta Boelter.
Além de disponibilizar o conteúdo no www.neusamaripacheco.com.br, a direção forneceu atividades impressas para algumas famílias com pouco acesso digital. “Disponibilizamos um e-mail para onde enviamos as atividades. Cada turma também tem grupos no WhatsApp, onde em determinados horários e momentos, o grupo se abre para que os professores participem”, afirma Boelter. 

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