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AGOSTO:DESGOSTO - CACHORRO LOUCO - FOLCLORE
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AGOSTO:DESGOSTO - CACHORRO LOUCO - FOLCLORE

AGOSTO:DESGOSTO - CACHORRO LOUCO - FOLCLORE

(folcloreando... literalmente!)

O 8º mês do ano – que recém começamos – é recheado de cuidados. Afinal, segundo reza o folclore, “agosto, mês de desgosto”, “das desgraças”, “das infelicidades”, “do cachorro louco”.

Aqui, como em qualquer outro local, o povo tanto da cidade quanto do interior tem nele – o agosto – um certo cuidado... Vejamos:

Pereira Costa, em seu “Folclore Pernambucano”, nos traz: “Agosto é um mês aziago, é um mês de desgostos; e é de mau agouro para casamentos, mudanças de casas e empreendimento de qualquer negócio de importância”.

Rafael J. Sánches, (“LasSupersticiones” – Buenos Aires, 1939) sobre as tradições argentinas, anota: “No lavarselacabeza em elmes de agosto porque se llama a lamuerte”.

Leonardo Mota, com seu “Violeiros do Norte” (São Paulo, 1925): “Agosto é o mês desmancha-prazeres da humanidade. A sua primeira segunda-feira é o famigerado dia aziago do ano inteiro...”.

Dando como início da Primeira Grande Guerrao dia 1º de agosto, o “Correio da Manhã” do Rio de Janeiro publicou a canção que se popularizou na música da modinha “Santos Dumont” que começava:

“Mês terrível, funesto mês de gosto,
mês de desgosto, mês trágico e fatal:
soou pelo espaço o trom da guerra,
corre na terra sangue em caudal”.

Estas e muitas outras manifestações podemos encontrar no Dicionário do Folclore Brasileiro, de Luís da Câmara Cascudo, a maior autoridade sobre o Folclore Brasileiro...

Já Dante de Laytano, com seu “Folclore do Rio Grande do Sul...” nos fala que “O levantamento do Rio Grande do Sul obedece a duas diretrizes: uma que examina o folclórico em toda a sua amplitude, desde as raízes dos costumes à sobrevivência do comportamento do gaúcho diante da realidade não só rural, campeira, pastoril e da fazenda, mas das páreas urbanas, das cidades e seus ângulos múltiplos (..............). E a outra, que se atém à vida da estância – o folclore do ruralismo, o ciclo do cavalo, todo o imenso mar verde das coxilhas, a flora, a fauna, o churrasco, o gado, a ovelha, os trovadores, o violão, a gaita e o mundo largado do campeiro, patrão, capataz e peão, as prendas e as chinocas (................)”.

Dia do Folclore

Por meio do Decreto nº 56.747 de 17 de gosto de 1965, o Congresso Nacional estabeleceu o dia 22 de agosto como o Dia do Folclore, comemorado internacionalmente.

Assim, ao lado de tantos “desgostos” esperados no mês, temos as comemorações do folclore que, como sabemos, exaltam o homem com seus usos e costumes em todo o mundo, igual aqui no Rio Grande do Sul... a nossa terra!

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