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ÁGUA CHEGA AO INTERIOR DE CAMINHÃO-TANQUE
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ÁGUA CHEGA AO INTERIOR DE CAMINHÃO-TANQUE

ÁGUA CHEGA AO INTERIOR DE CAMINHÃO-TANQUE

FALTA DE CHUVA

A escassez de chuva está refletindo negativamente na rotina das comunidades do interior de Canela. Em função da forte estiagem, os moradores da zona rural estão precisando a adotar novos hábitos.

A falta de água está impactando nas lavouras, castigando as criações de animais e dificultando o consumo humano de água. Os prejuízos estão sendo amenizados pela Secretaria Municipal de Obras, Agricultura e Serviços Urbanos, que todos os dias, por meio de um caminhão-pipa, fornece 60 mil litros de água potável para cerca de 80 famílias no Morro Calçado, Tubiana, Banhado Grande, Rancho Jane, Canastra Alta, Caracol, Caçador, Bugres e Rancho Grande.

“O trabalho começou no início de dezembro e segue ocorrendo diariamente. A primeira viagem é no início da manhã e muitas vezes seguimos trabalhando até a noite. Não vamos deixar os nossos produtores rurais desamparados neste momento difícil”, afirma o secretário de Obras, Marcelo Savi.

Com pouca ou sem nada de água nas torneiras, os agricultores estão sendo obrigados a seguirem um controle rígido no consumo da água entregue pela Prefeitura. “Procuramos economizar ao máximo a água que ganhamos. Até na quantidade de roupas nós economizamos. Está difícil a situação, as plantações estão morrendo”, lamenta o agricultor, João Carlos Wiltgen, 55 anos, de Banhado Grande, referindo-se ao preocupante cenário de prejuízos causado pela baixa frequência de precipitação.

 

ÁGUA CHEGA AO INTERIOR DE CAMINHÃO-TANQUE
ÁGUA levada pela Prefeitura garante o abastecimento de cerca de 80 pessoas, animais e cultivo de plantações

 

“OS POÇOS ESTÃO SECANDO. O QUE TEM HOJE NÃO DÁ PRA ENCHER UMA CAIXA D’ÁGUA”

Com pouca água para beber, cozinhar e para utilizar no cultivo das plantações, moradores como a aposentada Gerssi Conceição, 67 anos, adotaram um consumo controlado. “Nossa! A situação está muito ruim. Os poços estão secando, o que tem hoje neles não dá pra encher uma caixa d’água”, relata a moradora do Morro Calçado. Quando os reservatórios são reabastecidos pela Prefeitura, ela e a família apressam-se para executar os afazeres da casa visando o melhor aproveitamento da água fornecida. Cada gota é utilizada de forma econômica, sem esbanjar. “Do jeito que está, temos que economizar água”, resume a aposentada.

 

ÁGUA CHEGA AO INTERIOR DE CAMINHÃO-TANQUE
NO MORRO Calçado, Gerssi e família sentem o reflexo da seca e não desperdiçam água

 

 

“NÃO DÁ PRA DESPERDIÇAR NADA”

 

“Está péssima essa falta de água. Se não é o caminhão da Prefeitura trazer, não sei como iríamos estar. Os açudes estão secando, os peixes estão morrendo. Tem que vir logo uma chuva boa. Senão, não sei como vai ser daqui pra frente”. O depoimento é da produtora rural Juraci da Cruz Maciel, 62 anos. O desabastecimento de água mudou até mesmo a realização das tarefas domésticas. “Muitas vezes a água que usamos para lavar a louça reaproveitamos para a descarga do vaso sanitário”, explica a agricultora.

“Não dá pra desperdiçar nada. O banho é rapidinho”, acrescenta. Além de utilizar boa parte da água que recebem do caminhão-tanque na roça, também dividem com os animais de grande e pequeno porte. “Nós damos um pouco dessa água para os bichos. Não podemos deixar eles morrerem de sede”, ressalta.

 

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AGRICULTORA Juraci evita o desperdício e reaproveita a água da louça para outras tarefas

 

PREFEITURA DESCARTA SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

 

A Prefeitura de Canela, em parceria com o escritório da Emater/RS e a Defesa Civil Municipal, estão monitorando os impactos da seca sobre a produção agropecuária. Os últimos meses registraram baixa precipitação de chuva, principalmente em algumas localidades do interior. Como consequência os produtores rurais já sentem o reflexo de perdas em algumas culturas de grãos, como milho e feijão, além da fruticultura, produção de hortaliças e nas agroindústrias de origem vegetal. “Tivemos uma escassez de chuva em dezembro, tendo em paralelo cerca de dez dias com temperaturas elevadas. Isso provocou desidratação da folhagem das plantas, grande evaporação dos mananciais hídricos e concorrência de água por árvores de maior porte em detrimento à alimentação de córregos e fontes”, avalia Alexandre Meneguzzo, extensionista rural agropecuário e chefe da Emater em Canela.

No entanto, as perdas ainda são consideradas pontuais e não representam a realidade de todo município, afetando principalmente regiões com baixa altitude. “Não temos elementos suficientes ainda para embasar um decreto de situação de emergência. Até este momento os prejuízos não são representativos, mas se persistir o agravamento deste quadro faremos uma reavaliação”, afirma o secretário de Governança, Gilmar Ferreira, que nesta semana participou de reuniões com representantes da Emater, da Defesa Civil e do Sindicato Rural para debater o tema.

A produção mais afetada é a de frutas cítricas, com perda estimada de 40%, representando um prejuízo de cerca de R$ 596.800,00. Já a cultura com o maior prejuízo financeiro, é a de maçã, com valor bruto de perda estimado em R$ 2.142.000,00, representando 20% da produção.

 

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CAMINHÃO-tanque distribui diariamente 60 mil litros de água em nove localidades

 

ESTRUTURAÇÃO DA DEFESA CIVIL

Na manhã de quarta-feira (11), o secretário de Governança, Gilmar Ferreira, e o secretário Adjunto de Assistência Social e responsável pela Defesa Civil no município, Jonas Bernardo, receberam no Paço Municipal o coordenador regional da Defesa Civil, tenente-coronel Sandro Carlos Gomes Gonçalves Dias e o coordenador adjunto do órgão, tenente Ricardo Bassan.

Além da situação provocada pela seca, também foi debatida a necessidade de estruturação da Defesa Civil Municipal. Conforme o secretário Gilmar Ferreira, o trabalho será realizado em parceria com o Corpo de Bombeiros, sendo que a próxima etapa consistirá na elaboração de um Plano de Contingência para Desastres Naturais e no levantamento das áreas de risco existentes no município.

 

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CAIXAS abastecem famílias do interior

 

TRABALHO INTENSO PARA AMENIZAR SITUAÇÃO

 

O servidor Jorge Cabral Borges é testemunha diária dos prejuízos causados pela estiagem e também o castigo que ela vem provocando no cotidiano dos moradores da zona rural. Ele é o motorista do caminhão-pipa que abastece os reservatórios dos moradores do interior que estão sofrendo com a seca. O trabalho de Borges é um alento para as famílias que estão sem água para consumo e demais atividades. “Não medimos esforços para levar a água para esse povo. Reabastecemos todas as caixas diariamente. Às vezes, vamos a localidades em que a situação está crítica”, conta. “A maior parte da água que levamos é para as lavouras, tratar os animais e consumo das pessoas. Há alguns locais que se a Prefeitura não levar, não tem água nem para as pessoas tomarem banho”, revela Borges.

 

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MOTORISTA Jorge Borges presencia diariamente o sofrimento do interior com a forte estiagem

 

 

 

 

 

 

 

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