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Arte e cultura cada vez mais voltam à cena
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Arte e cultura cada vez mais voltam à cena

Com o passar do auge da pandemia, alguns setores da sociedade estão em fase de recuperação, com indicativos de crescimento. Um desses casos envolve a indústria cultural.
Em virtude da normalização das atividades econômicas, a retomada cultural começa a ganhar espaço, sendo amplificada principalmente em razão das comemorações de final de ano.
Os eventos natalinos promovidas pelo poder público costumam gerar receita para trabalhadores do meio cultural. Somente o Sonho de Natal, principal evento público de Canela, conta com mais de 600 colaboradores diretos.
Com 16 anos de carreira, a bonequeira Elisabeth Bado, 49 anos, criadora e manipuladora do Boneco Carlão, uma das atrações do 34º Sonho de Natal, viu o seu setor ser duramente atingido pela pandemia. “Foi um choque. Estávamos em temporada. Era um projeto que terminaria em abril e, em fevereiro do ano passado, foram às últimas apresentações. Em 15 dias, toda a agenda do ano foi cancelada. Tínhamos um planejamento de trabalho anual e, em duas semanas, ficamos sabendo que não íamos mais ter trabalho pelos próximos 365 dias”, conta Beth.
Com as dificuldades impostas pela pandemia, foi necessário se reinventar. Os canais digitais foram utilizados como divulgação de suas ações e também para não perder a proximidade com o público. “Dentro da nossa área, procuramos entender de que forma iríamos manter o laço com o público, apesar da distância. Sempre trabalhamos nas praças, somos de rua. Então, fomos para o campo virtual, onde foi um grande aprendizado”, explica Beth.


SOBREVIVÊNCIA
Para ela, com o retorno das atividades turísticas, a cultura voltou à cena. “O nosso trabalho tem muito a ver com o entretenimento do turista ou em eventos corporativos. Sempre tem um artista trabalhando. Com turismo voltando e as ações acontecendo na cidade, a gente volta aos palcos sejam eles quais forem”, destaca. Para ela, o setor cultural está retornando, mas no estágio de sobrevivência do artista e também dos negócios.
Beth opina que a retomada cultural e o mercado de trabalho para artistas ainda está tímido. “Estamos voltando em um momento de uberização do nosso trabalho, mas isso, não tem a ver com a arte ou a cultura. Isso tem a ver com a maneira que o mundo está vendo o mercado de trabalho e o artista não está fora. No momento, temos algumas oportunidades porque o antigo normal não voltou e nem voltará. O pouco que está sendo oferecido está sendo oferecido a baixos preços”, lamenta.

ARTISTAS DÃO O TOM E APROXIMAM O PÚBLICO

A mão de obra de artistas e músicos não está sendo empregada somente no setor público, mas também na iniciativa privada. Parques temáticos, comércio e bares estão apostando em performances artísticas e ações culturais para incrementar as vendas e atrair cada vez mais clientes. Com isso, artistas, artesãos e músicos estão tendo oportunidades no mercado de trabalho movimentado pela classe empresarial. “Desde 2013, o parque começou a investir na parte cultural e artística e nunca mais paramos. A parte artística é quem nos dá a roupagem. Para nós, essa parte humana, versátil e que dá brilho, que é a parte cultural e artística, é fundamental. É essa parte que nos deixa mais próximo do nosso público”, ressalta a gerente comercial do Parque Terra Mágica Florybal, Carolina Bertolucci.
Empresário do ramo de entretenimento, o diretor da D’arte Multiarte, Rodrigo Cadorin, avalia o retorno das atividades culturais. “Estamos enxergando com bons olhos a retomada cultural. Foram muitos meses de adaptações, incertezas e planejamento até este momento e, agora, já vemos o setor mais otimista e preparado para retomar as atividades. As empresas e produtoras se preparam para voltar ao trabalho com ajustes necessários, mais responsáveis e passando segurança para o público. Junto com a vacinação em massa, isso tem sido fundamental para a volta das atividades”, diz Cadorin. “Ver a retomada das contratações desses profissionais nos enche de alegria e satisfação em poder fazer a engrenagem criativa rodar novamente. Nós, por exemplo, estamos com 250 artistas, técnicos e produtores contratados para atender todas as nossas demandas no momento. Nosso novo empreendimento, o Gatzz, por exemplo, está empregando diretamente pelo menos 40 profissionais para um trabalho fixo em Gramado, que irá acontecer o ano todo. Esse é o cenário que esperamos esse tempo todo e que podemos comemorar novamente”, frisa Cadorin. Para ele, são boas as perspectivas do segmento cultural com a retomada das atividades artísticas presenciais tanto promoções públicas quanto privadas. “Vejo um cenário muito favorável para o meio cultural e de entretenimento daqui pra frente. As pessoas estão precisando disso para retomar suas vidas”, conclui Cadorin

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