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Arte no palco, no ar e al mare.
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Arte no palco, no ar e al mare.

Acrobatas, ginastas, atores, artistas circenses, dançarinos, performers... eles são um pacote completo. Duas pessoas, um casal, se casaram na vida e com a arte. Graças à trupe de maior expressão no RS, o Grupo Tholl, Graziele Zanolla (36) e Christopher Rechi (30) se conheceram e hoje, sob o nome Duo Bravo, dividem um cotidiano feito de apresentações (por hora, canceladas), ensaios e projetos. Vieram para Canela em 2013, quando por aqui surgiram oportunidades de trabalho, primeiro no Natal Luz, depois no Sonho de Natal e acabaram ficando.
Grazi Zanolla descobriu a arte circense na mesma época em que se formou em Administração na Universidade Federal de Pelotas. Já tinha feito um pouco de teatro e ginástica olímpica. Ser admitida no Grupo Tholl a convenceu que esse era seu caminho na vida. Por sete anos, viajou por diversos lugares com o grupo pelotense, atuando em shows como Exotique e Par ou Ímpar.
Paulista, o campinense Christopher também sepultou uma profissão inicial (é eletrotécnico), em função da vida artística. Entrou de corpo e alma neste universo através de um projeto social chamado Dança e Cidadania, em Campinas. Foi um longo e rico período de aprendizado na dança contemporânea, ballet clássico, sapateado e artes cênicas. Chris foi posteriormente aprovado com Distinção no método da Royal Academy of Dance. Veio o contato com o mundo do circo e Rechi começou a fazer aulas extras com um professor do Grupo Aéreo, onde aprendeu (depois ensinou) evoluções com tecidos, tudo a muitos metros do chão. Depois de ser aprovado em uma audição no Unicirco de Marcos Frota, para trabalhar em um dos seus núcleos, lá Christopher descobriu uma nova paixão, o tecido de voo. Um ano e meio depois, veio para o Beto Carreiro World, em Santa Catarina, onde atuou como bailarino, acrobata e ator. Já em Canela, ele e Graziele passaram a enriquecer o elenco das apresentações natalinas e entraram para o cast da D’Arte Multiarte. Fizeram parte, por exemplo, do grupo que fez evoluções suspenso no móbile humano a 50 metros do chão, na chegada do Papai Noel na Catedral de Pedra. Também atuaram no Korvatunturi.
Alimentando a vontade de ter experiências fora do país, uma grande oportunidade para o Duo Bravo surgiu ao serem selecionados para trabalhar em uma empresa de cruzeiros alemã, a Tui Cruises. De quatro anos para cá, Christopher e Grazi ficam embarcados por seis meses, trabalhando em shows nos magníficos teatros dos transatlânticos, com direção artística, grande aparato tecnológico e colegas de diversas procedências. Quis o surgimento da pandemia de Covid-19, no início de 2010, que essa rotina se alterasse. Como o temor da contaminação do coronavírus se alastrou quando eles estavam a bordo, em Dubai, tiveram que ficar em um dos navios da empresa por 100 dias em alto mar, com “apenas” os 400 tripulantes. O elenco de shows, geralmente de 30 artistas, ficou reduzido a quatro, dentre eles os bravos brasileiros do Duo Bravo, a quem coube a tarefa de ajudar a manter o astral da turma. Em junho, mesmo oferecida a Christopher e Grazi a possibilidade de voltar para casa, resolveram ficar. Mudaram de navio e começaram a ensaiar novos espetáculos, obedecendo a protocolos de segurança rigidamente alemães, o que significou diminuir o cast. Com isso, conseguiram implantar um show somente do Duo.
Dando um tempo em Canela desde janeiro desse ano, à espera de uma convocação da Tui Cruises em junho, o duo se exercita diariamente onde é possível, como nos locais cedidos pelos grandes amigos Claudia Peressoni (Espaço 273) e Lisiane Urbani (D’Arte Multiarte), a quem são muito gratos. O reconhecimento do valor do Duo Bravo também chegou, agora, pelo meio virtual. Foram selecionados, com outros 99 participantes do mundo todo, para figurar nas apresentações do 2nd Online Circus Festival, com seu espetáculo de lira (arco aéreo). As apresentações serão julgadas e os cinco primeiros lugares receberão prêmios. Mas só por figurar entre os Top 100, nessa vitrine mundial, Grazi e Chris já são vencedores. Uma prova de que a persistência, o treino e o otimismo, hoje, são fundamentais. “Artistas, não desistam”, diz Graziele. “A pandemia passa, a nossa arte fica”.

Arte no palco, no ar e al mare.

Graziele e Christopher

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