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As divergências sobre uma situação tão cruel
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As divergências sobre uma situação tão cruel

Com a adoção de restrições mais rígidas como as previstas na bandeira preta, as quais proíbem o pleno funcionamento das atividades econômicas no Estado como alternativa para prevenir a disseminação do coronavírus e estabelecendo quais serviços à população são essenciais, vem à tona o amargo dilema: abrir o comércio integralmente ou manter as atividades ditasnão são essenciais com as portas fechadas? Por um lado, agentes de saúde e autoridades da área sanitária defendem que é necessário, ao menos por enquanto, que alguns setores comerciais tenham as suas atividades restritas ou interrompidas para evitar maior contaminação da população. Na outra banda estão comerciantes e empresários que defendem a necessidade da reabertura dos negócios, claro que seguindo os protocolos de segurança. O argumento é de que é necessário manter a economia girando, com empresas ativas e evitando desempregos.


A mobilização de quem teve que fechar as portas


Neste sentido, um grupo de pessoas convocou (e foi amplamente atendido) a realização de uma carreata como forma de protesto e reivindicação junto ao chefe do Executivo do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, para que as regras da bandeira preta - que determinam o fechamento do comércio considerado não essencial - sejam revistas e novas medidas sejam adotadas para que as lojas e indústrias voltem a funcionar, mas com todos os cuidados como o distanciamento social, uso de máscaras e álcool em gel por parte de clientes e colaboradores. Mais de 100 veículos concentraram-se ao meio-dia de quarta-feira (10), no Parque do Saiqui e seguiram em direção ao Palácio do Governo, residência oficial do governador na Serra e onde sabia-se que ele se encontrava naquele dia. Antes de chegar ao Palácio, a carreata passou com buzinaços pelas vias centrais de Canela. Nos veículos estavam fixados cartazes com frases “Todo o trabalho é essencial”, “Fome também mata”, “Precisamos trabalhar, comércio fechado não resolve”, entre outras. “Nosso intuito é fazer uma manifestação pacífica em prol do nosso comércio local”, comentou um dos organizadores da mobilização, o empresário lojista Cláudio Casagrande, o Claudinho, 41 anos. “Nossa proposta é a reabertura do comércio local com todos os protocolos de segurança, os quais a gente já mantém há muito tempo para que possamos trabalhar”, explica Casagrande.As divergências sobre uma situação tão cruel

CLÁUDIO Casagrande

"Não acredito
que o nosso comércio, seguindo todos os protocolos de higiene e segurança, venha a contribuir
para proliferar
esse vírus"

“Estamos fazendo a nossa parte, se cada um fizer a sua acredito que vá surtir efeito. Canela se mobilizou, os comerciantes daqui se mobilizaram. A comunidade também se mobilizou. Houve uma grande adesão nesse protesto e eu espero que isso sensibilize nosso prefeito e o governador para que tenham uma conversa com os comerciantes e possamos reabrir e dar de volta o emprego dos nossos colaboradores”, conta o empresário. Para ele, as pessoas que defendem o fechamento das atividades econômicas por completo desconhecem os protocolos que são seguidos à risca. “Hoje, no comércio, o cliente pode entrar sem carteira, sem dinheiro, sem nada, mas não entra sem máscara. Em qualquer loja que você for em Canela, se você não estiver usando máscara e passar álcool em gel nas mãos, você é repreendido. Há tapetes sanitizantes, álcool em gel em todas as portas e prateleiras”, defende Casagrande. O empresário destaca que os pontos comerciais abertos não geram concentração de público. “As aglomerações acontecem nas ruas, nas viagens que foram feitas no Carnaval, nas aglomerações à noite. O nosso entendimento é esse. Não acredito que o nosso comércio, seguindo todos os protocolos de higiene e segurança, venha a contribuir para proliferar esse vírus”, reclama Casagrande.


A palavra de quem vive o dia a dia das unidades de Saúde
A secretária municipal de saúde, Patrícia Valle, ressalta que, em parte, os comerciantes têm razão quando reivindicam a retomada das atividades econômicas - desde que os protocolos de segurança sanitária sejam seguidos - sem impactar no aumento da contaminação.

As divergências sobre uma situação tão cruel

PATRÍCIA Valle

"É necessário analisarmos a situação daqui a 15 ou 20 dias para sabermos como irá se comportar a ocupação das UTIs no município e no Estado"

“Sabemos que na prática não funciona assim e estamos muito preocupados com a questão econômica porque a médio ou a longo prazo isso vai dar um impacto absurdo na economia da cidade, porque dependemos do turismo, dependemos da venda dos comerciantes. Mas como o vírus está se mostrando mais agressivo, nós temos que ter cautela e fazer uma análise criteriosa da situação”, afirma Patrícia. Para ela, o crescimento do número de casos ocorreu devido a fatores como as férias de verão, relaxamento das pessoas quanto aos protocolos de prevenção, mas principalmente devido à proliferação da nova variante do coronavírus. “Estamos vendo um vírus mais agressivo, mais transmissível. Há uma facilidade de transmissão mais rápida. Essa contaminação mais rápida estamos vendo na prática, com o aumento na procura por atendimento”, conta a secretária. Segundo ela, houve uma mudança nas características da população que vinha sendo atingida pela Covid-19. “Antes eram só idosos ou pessoas com outra doença grave, agora o perfil mudou e, por sua vez, evoluiu para um quadro grave”, comenta ela.
Questionada sobre a efetividade das restrições ao funcionamento do comércio e se a medida reflete positivamente na área da saúde, Patrícia frisa que ainda é prematuro chegar a alguma conclusão. “A gente ainda não sabe, estamos vendo o que pode ocorrer daqui a algum tempo. Como irá diminuir efetivamente a ocupação dos leitos de UTI, ainda é cedo para dizer algo sobre isso. É necessário analisarmos a situação daqui a 15 ou 20 dias para sabermos como irá se comportar a ocupação das UTIs no município e no Estado”, afirma a secretária.

Confira algumas imagens do protesto

As divergências sobre uma situação tão cruel

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As divergências sobre uma situação tão cruel

Unidade Central de saúde atende exclusivamente pacientes com sintomas de síndromes gripais

Com o objetivo de prestar um serviço com ainda mais qualidade e segurança para a população e ampliar a oferta de consultas e atendimentos a pessoas com sintomas gripais, a Prefeitura de Canela, por meio da Secretaria de Saúde, alterou o fluxo de atendimentos na Unidade Central de Saúde Desde sábado, 6 de março, o local é destinado exclusivamente para receber pacientes com sintomas de síndromes gripais, evitando assim o contato deste público com os demais pacientes que procuram por outros serviços. Os atendimentos e as consultas com médicos clínicos gerais dos pacientes que eram acolhidos na Unidade Central serão realizados na Unidade de Saúde do bairro Leodoro de Azevedo (Rua Tio Elias, n° 385/Fone: 3282-5117), assim como os eletrocardiogramas. Devido ao agravamento da pandemia, que coloca Canela e todo o Estado em bandeira preta, foram suspensas temporariamente as consultas eletivas de cardiologia, dermatologia, cirurgia vascular, urologia, neurologia e ortopedia
Conforme a secretária de Saúde, Patrícia Valle, a mudança possibilitará um melhor acolhimento aos pacientes que terão toda estrutura da Unidade Central a disposição. “Além de evitar aglomerações, os pacientes ficarão mais acomodados em um local amplo e seguro. E os profissionais da saúde também terão melhores condições para desenvolver seus trabalhos”, projeta Patrícia.
A Unidade Central concentrará todos os serviços voltados aos pacientes com sintomas leves suspeitos de estarem infectados com o coronavírus, incluindo o primeiro atendimento, consultas, agendamento e realização de testes quando necessário, dispensação da medicação e a confecção do termo de isolamento. “Reestruturamos a unidade e a partir de amanhã o acesso para quem estiver com algum sintoma de síndrome gripal será pela recepção e não mais pela lateral, como vinha ocorrendo até então”, explica o secretário adjunto da pasta, Mário Weirich.
Os atendimentos já agendados nas especialidades de psicologia e ginecologia serão mantidos, assim como os atendimentos de urgência em odontologia. O SAE – Serviço de Atendimento Especializado também permanece na Unidade Central.
EM CASOS GRAVES PROCURE A TENDA DO HCC
Já os pacientes com sintomas graves de síndromes gripais devem procurar imediatamente a Tenda do HCC - Hospital de Caridade de Canela, que funciona 24 horas por dia, os sete dias da semana. O espaço também é uma alternativa para aqueles pacientes que necessitarem de atendimentos no turno da noite (após as 20 horas) ou durante a madrugada.

Canela recebe mais doses e segue vacinando idosos

Canela recebeu mais 550 doses da vacina Coronavac/Butantan para dar andamento a Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19. Desta remessa 500 doses serão destinadas para a imunização dos idosos na faixa etária entre 75 a 79 anos. Já as outras 50 unidades serão aplicadas nos profissionais da saúde que ainda não receberam a 1ª dose (a partir de segunda-feira, dia 15).
A vacinação dos idosos será retomada na próxima semana, conforme o calendário: segunda-feira (15/3) – 79 anos; terça-feira (16/3) – 78 anos; quarta-feira (17/3) – 77 anos; quinta-feira (18/3) – 76 anos; e sexta-feira (19/3) – 75 anos. A vacinação acontece em uma estrutura anexa nos fundos da Unidade Central de Saúde, que fica localizada na Rua Sete de Setembro, nº 340, Centro, na quadra abaixo do HOSPITAL DE Caridade de Canela (HCC).
A Vigilância Epidemiológica também continua realizando a aplicação da 2ª dose nos profissionais da saúde e idosos que já foram imunizados com a 1ª dose da Coronavac/Butantan e cumpriram o intervalo de 21 a 28 dias entre as duas doses. O horário para receber a imunização é das 8h às 11h30 e das 13h às 16h30. No momento da vacinação é obrigatório apresentar um documento com foto e CPF. Os idosos com dificuldade de locomoção são vacinados no sistema drive-thru.
Mais de 4 mil pacientes recuperados
Conforme boletim epidemiológico divulgado na tarde de ontem (11), em dois dias, Canela recuperou 41 pacientes, totalizando 4.553 pessoas recuperadas no município. Nas últimas 24 horas, 34 exames testaram positivo. Com isso, Canela possui 144 casos ativos (infectados no momento) e registra 4.796 casos confirmados desde o início da pandemia, há um ano. Atualmente, 58 pacientes de Canela estão hospitalizados, sendo que 56 tiveram diagnóstico positivo para o coronavírus e dois ainda aguardam os resultados dos exames. Deste total, 44 pacientes estão no Hospital de Caridade de Canela (HCC): 10 positivos na UTI; além de 27 positivos na Enfermaria. Sete estão em observação nos leitos clínicos da Tenda do HCC: todos positivos. O Centro de Operações de Emergência (COE) informou que existem óbitos suspeitos de coronavírus no município que estão em análise pelo COE Estadual. A Secretaria Municipal da Saúde mantém a disposição do público notícias, boletins, gráficos com o monitoramento do vírus em Canela, mapas com números de infectados por bairros e outras informações sobre o enfrentamento da pandemia estão disponíveis no site www.canela.rs.gov.br/coronavirus/

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