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AS PARTEIRAS
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AS PARTEIRAS

 

Para começar, vale dizer que segundo registro de Manuel Antônio de Almeida, há muito no folclore, sobre o trabalho de parto, “mostrando o dedo popular... a crendice folclórica”.


Durante muitos e muitos anos o parto foi uma especialidade praticada pelas chamadas “curiosas”, “comadres” ou “aparadeiras”.


Tal fato não se explica simplesmente por falta de médicos e sim, pelo falso pudor da época, indispondo as parturientes, e sobretudo os maridos, contra os médicos, que feriam com sua presença o pudor feminino.
Esse hábito era comum à toda a Península Ibérica, onde as “comadres” da Espanha e da América hispânica exerceram as mesmas funções obstétricas das “comadres” brasileiras e portuguesas. Antecederam as obstetras de hoje. Conforme o autor, nas “Memórias”, somente na segunda metade do século passado, é que surgiram Mme. Duroucher, com cultura científica, a atender as parturientes ricas, remediadas e pobres do Rio de Janeiro, num verdadeiro sacerdócio profissional. Mesmo assim, a maioria das mulheres continuavam com as “comadres” ou “aparadeiras”.


Durante o parto, várias “técnicas” era usadas, sendo que quando as contrações uterinas não eram aproveitadas pela parturiente, era comum em todo o país solicitar à futura mamãe que assoprasse o mais não poder no gargalo de uma garrafa. Assim, misturando essas manobras empíricas com evocações à santos católicos, geralmente tudo terminava bem.


Quanto às rezas, vamos a uma oração que, com muita fé, as “comadres” de então faziam (e insistiam) numa espécie de sessão de hipnose: “- soprai, menina, soprai com Nossa Senhora, soprai com São João Batista, soprai com os Apóstolos Pedro e Paulo, soprai com os Anjos e Serafins da Corte Celeste, com todos os Santos do Paraíso, soprai com o Padre, com o Filho e com o Espírito Santo”.


As parteiras, mulheres chamadas inclusive de “tatuzeiras”, eram comuns em todo o território nacional e muito procuradas (e respeitadas por muitas décadas) aqui no Rio Grande do Sul... a nossa terra!

 

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