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Briga de Galo
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Briga de Galo

Chamado de “rinha de galo” e disputada em um “rinhedeiro”, sempre foi uma das paixões do gaúcho, ao lado da cancha reta e do jogo do osso (a tava).
Talvez as duas mais importantes modalidades de distração nos ermos rincões não só do Rio Grande do Sul, mas do Brasil.
Em seu livro “Cultura Popular Brasileira”, Alceu Maynard Araujo nos diz que os romanos, acostumados aos jogos sanguinários de gladiadores, que não raro deixavam seus anfiteatros mortos, habituados a ver espetáculos de sangue, consideravam as brigas de galo como diversão para crianças(!). Certamente é por tal razão que nos vasos encontrados em Pompéia, são adolescentes ou meninos que estão segurando os galos brigadores.
Na mitologia grega, o galo foi consagrado a Marte, devido talvez, ao seu instinto pugnaz e anunciador da vitória. De lá vem a apalavra “alectoromaquia” – (alektor = galo e make = luta), o que quer dizer briga de galo, mostrando o quanto é velho esse “esporte”.
Caindo no agrado popular, as brigas de galo já têm um lugar específico. No nordeste, formam uma sociedade civil com regulamento, eleição de diretoria anualmente, com presidente, vice-presidente, secretário, tesoureiro, juízes de rebolo e juiz de rinha. As reclamações que podem surgir por causa das decisões de brigas, são feitas diretamente ao presidente ou à Diretoria, por ofício. O secretário faz o livro-ata e responde a correspondência. O tesoureiro guarda a renda da rinha, pois em geral cobra 10% sobre cada uma. O juiz de rinha recebe as apostas das duas primeiras partes, que são geralmente os donos dos galos.
Aqui, é muito antiga essa forma de “divertimento”. Parece que foram os portugueses, os introdutores dessa modalidade de distração só para homens no Brasil. É bem possível que do intercâmbio dos lusos com os povos do Oriente, tenham vindo os primeiros galos “brigadores” para cá.

Também cantado em prosa e verso, como fez Jayme Caetano Braun:
“Valente galo de briga, / guasca vestido de penas;
quando arrastas as chilenas / no tambor no rinhedeiro,
no teu ímpeto guerreiro, / vejo um gaúcho avançando,
ensanguentado, peleando, / no calor do entrevero...”

Esse “esporte” – hoje proibido – reverenciado em prosa e verso por vários poetas gaúchos, mostra a sua popularidade no Rio Grande do Sul,,, a nossa terra.
Como costuma dizer o meu amigo Webinha, “um pouco de humor”:
Diz que numa”rinha”, chegou-se um estrangeiro e, querendo participar, pede a um dos apostadores qual o galo “bom”...
O apostador indica o tal galo, em quem o estrangeiro aposta tudo o que tem. Termina a briga e o seu galo perde.
Vai tirar satisfações de quem lhe havia indicado e veio a resposta:
- O galo “bão”, era esse que o senhor apostou... O “marvado” era o outro!!!

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