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COM LIMITAÇÕES, MAS EFICIENTES NO TRABALHO
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COM LIMITAÇÕES, MAS EFICIENTES NO TRABALHO

COM LIMITAÇÕES, MAS EFICIENTES NO TRABALHO

1º DE MAIO

No próximo domingo, 1º de maio, o Brasil e alguns países da Europa irão celebrar o Dia do Trabalho. Em terras brasileiras, a data foi instituída em 1943, ano em que foi criada a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), conjunto de regras que regulamenta os direitos dos empregados e apontam os deveres dos patrões. Em 1924, no entanto, o Dia do Trabalho já tinha sido reconhecido pelo presidente Artur da Silva Bernardes.

No Brasil, o mercado de trabalho é formado por diversos tipos de prestadores de serviço, incluindo, desde profissionais especializados em determinadas áreas, autônomos, terceirizados, entre outros.
Uma mão de obra que vai ocupando o seu espaço no mercado são os PcDs ou Pessoas Com Deficiência.

A busca pela inclusão vem mudando a vida de muitos trabalhadores com limitações e oportunizando que eles comprovem que são capazes de exercer atividades que gerem renda e terem convívio social, além de terem uma vida considerada normal.

Mais do que um direito à inclusão no trabalho, é sinônimo de autonomia, protagonismo e autorrealização, além de ser indispensável ao desenvolvimento e à prosperidade social.

 

HARMONIA PARA O ESCRITÓRIO

Henrique Viezzer da Silva, o Kike, 25 anos, é um dos trabalhadores que fazem a diferença. Colaborador há cinco anos da Pedro Góis Corretora de Seguros, Henrique é office boy da empresa e trabalha no turno da tarde.
A Síndrome de Down não o impede de realizar serviços bancários, Correios, entregar apólices, servir café e separar papeis que depois irão para a reciclagem. Simpático e alegre por natureza, a sua descontração torna o ambiente de trabalho mais leve e de certa forma ainda mais produtivo. Ele sempre pode contar com o apoio dos seus colegas.

“Nós nos considerados uma família. Como ele é uma pessoa pura, bondosa e sem maldade, todos gostam dele. Ele contagia todo mundo. Consegue trazer essa harmonia para o escritório”, avalia o seu chefe e irmão, José Pedro Viezzer.

Estar inserido no mercado de trabalho contribui para o desenvolvimento de Henrique. É muito importante para ele, eleva a sua autoestima.
Na prática, o trabalho de Henrique é uma recompensa para quem busca uma sociedade com oportunidades e inclusiva. “Tenho contato com bastante gente e converso com pessoas diferentes”, resume o seu dia a dia.

“Acho que se todo mundo pudesse ter a experiência em ter alguém que tenha alguma necessidade especial no trabalho, só agrega valor. Claro, que até entrar em ordem, não é fácil. É necessário adaptar muitas coisas para se tornar viável para eles, mas a satisfação e o ganho que temos com isso, não tem dinheiro que pague. Esse sentimento dele, em se sentir valorizado e se sentir normal no meio das outras pessoas e ter o compromisso, é muito importante”.

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KIKE trabalha há cinco anos na empresa da família

 

“SINTO-ME ÚTIL TRABALHANDO. AS PESSOAS ME TRATAM BEM”

Sancionada em julho de 1991, a Lei 8.213 dispõe sobre os mecanismos de previdência social e institui uma cota para inserção de PCDs no mercado de trabalho. A norma determina que inicialmente empresas que possuem de 100 a 200 colaboradores devem destinar 2% das vagas de emprego a PCDs, chegando a obrigar que organizações comerciais que contam com mais de mil colaboradores, formem seus quadros funcionais com 5% PCDs.

Uma tradicional rede de supermercados, com filial em Canela segue as determinações legais. No Rissul, oito colaboradores possuem deficiência física. Um deles é Rafael Menezes, de 38 anos de idade. Autista, ele trabalha no supermercado há oito anos na função de empacotador. Além de colocar em sacolas as compras dos clientes, Menezes recolhe carrinhos de compras e pesa frutas e verduras. “Sinto-me útil trabalhando. As pessoas me tratam bem”, sintetiza Menezes.

Mesmo sendo pouco comunicativo devido ao autismo, ele tem o carisma e reconhecimento dos seus colegas de trabalho. “Ele e os demais PCDs trabalham normalmente. O trabalho do Rafael, por exemplo, é muito importante e nunca recebemos reclamações dos clientes por ele ser especial”, conta o gerente operacional, Júlio Cesar dos Santos. “Os colegas não veem ele com diferença. Alguns nem sabem que ele tem deficiência”, afirma o tesoureiro, Calebe Oliveira.

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RAFAEL Menezes está há oito anos no Rissul

 

MUITO PARA AVANÇAR

Dados de 2021 da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) mostram que as pessoas com deficiência que têm emprego formal no Brasil representam apenas 1% dos profissionais contratados em regime CLT. Traduzindo em números: elas são apenas 486 mil entre 46,63 milhões de pessoas com carteira assinada. Para o profissional com deficiência, o desafio é conseguir um emprego; para as empresas, é promover ambientes inclusivos e igualitários. Apesar dos avanços nos últimos anos e do interesse de algumas empresas nas contratações, o Defensor Público Federal, André Naves, destaca que não basta apenas contratar uma pessoa com deficiência para que aconteça a inclusão. É necessário qualificá-la, além de promover adaptações em seu trabalho para que o seu potencial seja aproveitado de maneira produtiva.

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