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Dia das Mães
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Dia das Mães

Sobre as datas que mais gosto no ano, o Dia das Mães tem um valor todo especial pra mim, pois quando a minha filha nasceu, com ela nasceu um novo mundo. Parece clichê, né? Eu sei, eu sei. Antes de eu pensar em ser mãe, quando esta realidade estava distante de mim, eu também pensava assim. Todas as mães falam que é um amor difícil de explicar, um amor puro e que a gente só entende quando o bebê nasce.
Pois é verdade, quando a Clara nasceu, nasci também como mãe. Lembro que prometi a mim mesma dar a ela tudo o que achava que me faltava. Havia em mim uma necessidade de cercá-la de coisas boas, de pensamentos bons e de atitudes. Desde muito cedo eu buscava minha filha na escolinha, ela com pouco mais de dois anos, e sistematicamente saíamos para passear no fim da tarde. Ou dar comida para os “palitos” no lago do Grande Hotel, ou brincar na pracinha do Vila Suzana ou sentar no banco da praça para deixá-la se lambuzar com um delicioso churros. Eu tinha uma pressa danada de mostrar a vida para ela. Eu queria que ela soubesse que nas coisas mais simples está a felicidade. Desde muito cedo mostrei a ela o prazer em viajar, e quando falo em viajar pode ser para o bairro vizinho, viajar no por do sol, viajar na graça de ter amigos de verdade, viajar nas oportunidades que a vida nos apresenta.
Foi tentando ser mãe que encontrei sentido na vida, nas minhas escolhas e na minha evolução. A cada não que dizia a ela sabia que um grandioso sim estava sendo ensinado. A cada sonho que plantava na cabecinha dela, que tudo o que quisermos podemos conquistar, que a liberdade é sempre a melhor escolha e que amigos de verdade é a vida que te dá e não a escola, eu na verdade tentava moldar um futuro baseado no meu passado.
Se acertei, ainda não sei. Ninguém sabe o que a gente consegue fazer tentando acertar, mas o fato é que dei para a minha filha o amor mais puro que conheci até hoje, ofereci a ela o meu melhor e também não tive medo de mostrar o quanto as coisas podem ser difíceis quando a gente escolhe ser diferente. Chorei na frente dela quando tinha pouco mais do que cinco anos, chorei tanto que quando parei de soluçar ela me entregou um desenho de um rostinho sorrindo com a frase: Quando estiver triste olhe isso e sorria - eu guardo este bilhete até hoje na minha carteira.
Acho que ali entendi que o esforço que eu estava fazendo para mostrar à minha filha o quanto uma atitude simples pode mudar uma vida, estava funcionando.
Ela é perfeita? Longe disso, é birrenta, teimosa, meticulosa demais e às vezes, só às vezes me tira do sério. Mas, isso é parte da vida, não é?
Agora posso garantir que nossa relação é mais do que especial. Nos entendemos com um olhar, ela aponta meus erros e defeitos, e, mesmo eu não conseguindo mudar e aperfeiçoar imediatamente, juro que fico pensando nisso e em como melhorar. E, isso por si só já é uma dádiva.
Moramos nós duas desde sempre na nossa casa e nos divertimos, rimos todos os dias e todos os dias implicamos uma com a outra. Encontramos um jeito de viver e tentamos fazer coisas que nos deixem feliz todos os dias. Somos, sem dúvida, uma a melhor amiga da outra. Ousado dizer isso, né? Eu sei, mas tenho certeza absoluta do que construí.
E, com tudo o que está acontecendo eu digo em voz alta, para todo mundo ouvir, ser mãe da Clara foi o que de melhor a vida poderia ter me dado, e por este motivo eu não tenho medo de dizer: minha maior sorte é ser tua mãe, Clara.

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