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É TEMPO DE CARNAVAL!
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É TEMPO DE CARNAVAL!

É TEMPO DE CARNAVAL!

(no baú do tempo...)


“Ô abre alas, que eu quero passar......”! Mais uma folia de momo se aproxima. Mais um carnaval está batendo à nossa porta.
O carnaval, conforme argumentam muitos historiadores, sempre foi uma festa pagã-religiosa(?!). A prova é que, como sabemos, a festa começa na rua e termina dentro da Igreja, pois na quarta-feira de cinzas, começa a “quaresma” que, pro causo, simboliza o arrependimento.

E, numa rápida busca nos guardados da memória, podemos ver quão diferente são hoje essas comemorações e festas, se comparadas com os carnavais de outros tempos...

Antes, marchinhas tipo “Mamãe eu quero”, “Cadê Zazá...”, “Cachaça não é água”, “As pastorinhas”, “Máscara Negra”, algumas resistindo a quase um século...
Antes, algum carnaval de rua, pois o que imperava eram os bailes de salão, com apresentações de cordões e blocos carnavalescos...
Antes, bandinhas com instrumentos de sopro (quem tem mais de 50 anos em Canela lembra da “Banda Flor da Serra”, do seu Arnildo Jacks!).
Hoje, pessoas perdidas atrás dos “Trios Elétricos”, com repertórios de gosto no mínimo duvidoso...
Hoje, desfiles de carros alegóricos cada vez mais luxuosos (mais luxo, menos originalidade), músicas chamadas de “samba-enredo” que ninguém consegue decorar mais que 4 linhas, numa gritante pobreza de letra e melodia (alguém lembra a música vencedora do carnaval do ano passado?).

Nosso carnaval, maior expressão da cultura popular brasileira, perdeu a identidade para uma folia “comercial e de vitrine”, onde os destaques maiores ficam, além do grande barulho, por conta de seios, pernas e bundas...

Segundo a tradição, os três dias de folia do carnaval, servem para se despedir das farras, entrando na Quaresma (com toda a sua tradição de 40 dias de jejuns!). Vale lembrar que, essa “festa”, sempre limitava-se a encerrar à meia-noite de terça-feira (na quarta-feira de cinzas, já não se podia mais dançar).

Falando em tradição: “Abre Alas” (marcha-rancho de Chiquinha Gonzaga) citada na abertura deste texto, é a primeira marchinha de Carnaval registrada na história do carnaval brasileiro, e é datada de 1899!

Entre outras marchinhas clássicas, podemos citar “Saca rolha”, “O teu cabelo não nega”, “Cabeleira do Zezé”, “Me dá um dinheiro aí”, “Aurora”, “A Jardineira”, “Daqui não saio”.... e muito mais que, à sua época, abrilhantaram os salões e divertiram foliões de todo o Brasil e também aqui no Rio Grande do Sul... a nossa terra!

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