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EMPREENDEDORISMO ESTRANGEIRO
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EMPREENDEDORISMO ESTRANGEIRO

EMPREENDEDORISMO ESTRANGEIRO

IMIGRANTES SENEGALESES

Vindos de muito longe, de uma distância de mais de seis mil quilômetros, imigrantes africanos estão ganhando destaque no comércio de Canela. Em uma das vias mais movimentadas da cidade, a avenida João Pessoa, foi criado um pequeno polo comercial por senegaleses. São sete lojas na região, além de outras espalhadas pela área central da cidade.
O grupo oriundo de Dakar, no Senegal, abriu um núcleo de lojas de vestuário, calçados, acessórios para celulares, videogames, entre outros produtos.

O empreendedorismo estrangeiro emprega mais de 30 pessoas, todas brasileiras e moradoras de Canela.
Concentrar pontos comerciais na João Pessoa não foi uma estratégia de mercado, mas uma daquelas coincidências da vida. Aliás, os empresários senegaleses pouco se conhecem. O fator que os une: a vontade de crescer profissionalmente.

O jovem Ibrahima Fall, 29 anos, está no Brasil há sete anos e vive há cinco em Canela. “Vim para trabalhar”, resume Fall, que em Dakar também atuava no comércio trabalhando uma loja que pertence ao seu pai. Aqui, começou a vida como cobrador de ônibus de uma empresa de transporte intermunicipal. Depois, em feiras: comercializava roupas, calçados e relógios. Em 2019, resolveu dar um grande salto. Buscou consolidação como empreendedor. Juntamente com dois irmãos, ele abriu a matriz da Luxo África e, em seguida, outras duas unidades da marca, uma próxima da outra. “Muitas pessoas não entendem o nosso crescimento. É difícil, mas tem que ficar firme para aguentar”, comenta o jovem, sobre os desafios inerentes a quem é o dono do negócio.

Fall ressalta que as pessoas têm impressões erradas sobre o cotidiano da nação senegalesa. “Lá tem tudo. Não somos miseráveis. Eu estava estudando lá”, conta. O rapaz avalia a diferença entre atuar no mercado de temporada e ser proprietário de lojas com ponto fixo. “Nas feiras, tínhamos que sair de um lugar para o outro. Era muito cansativo”. Fall e seus irmãos geram renda e trabalho para nove pessoas. “Já andei por vários lugares em Santa Catarina, Rio de Janeiro e Belém, mas gostei muito de Canela”, finaliza.

 

EMPREENDEDORISMO ESTRANGEIRO
ANNA Sylla abriu empresa com marido: casal emprega 20 pessoas

Foto: Halder Ramos


UMA PEQUENA ASSISTÊNCIA DEU ORIGEM A QUATRO LOJAS

O ramo de assistência técnica de celulares e equipamentos de informática foi o escolhido pelo casal de imigrantes senegaleses Anna, 37 anos, e Thierno Sylla, 40. O homem chegou ao Brasil em 2014. Três anos depois, fixou residência em solo canelense. Na época, Sylla era funcionário de uma loja que consertava telefones celulares e computadores, foi quando resolveu abrir o seu próprio negócio.

Anna veio para Canela para acompanhar o marido. Ela, que já morou também em Caxias do Sul e Gramado, passou a ajudar o esposo na primeira loja do casal, onde os negócios começaram, ao lado da Lotérica. Em Canela, ela também trabalhou em uma granja e como auxiliar de cozinha em uma conhecida churrascaria local.
Com o passar do tempo e o empenho no trabalho, ela e o marido montaram a Telephonica Platz, empresa que conta com 20 colaboradores e quatro lojas: duas na avenida João Pessoa e outras duas em pontos nobres no Centro. Com a evolução do mercado, Anna e Sylla gerenciam lojas que, além de assistência técnica, também vendem acessórios para telefones móveis e eletrônicos. Há dois anos inauguraram uma loja exclusiva de videogames. “Ser chefe é mais difícil do que ser funcionária. Não temos horário e gera mais estresse, mas é bom porque conseguimos resolver as coisas”, afirma Anna.

Para abrir lojas em Canela ou Dakar, ela cita que não há muita diferença, mas lembra de um fator essencial. “No Senegal, fazíamos reuniões. Havia discussões para a empresa crescer. Aqui no Brasil isso não acontece”, diz. Em seu negócio, a empreendedora adotou o método. “Todo sábado, às 8 horas, reúno a equipe para conversarmos”, revela.

A empresária e seu marido trabalhavam no comércio em Dakar. “O Thierno tinha comércio lá e eu trabalhava em uma loja de decoração. Temos cursos de Marketing e Contabilidade”, diz. Anna conta porque escolheu Canela para morar e empreender. “Os canelenses são um povo bom. É um povo caloroso. Está dando tudo certo”, conclui.

 

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AVENIDA João Pessoa foi o ponto escolhido por imigrantes

Foto: André Aguirre

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