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FURTOS DE FIOS DE COBRE GERAM PREJUÍZOS E RISCOS
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FURTOS DE FIOS DE COBRE GERAM PREJUÍZOS E RISCOS

FURTOS DE FIOS DE COBRE GERAM PREJUÍZOS E RISCOS

AERÓDROMO MUNICIPAL

O ciclo do vício em drogas está causando prejuízos a um patrimônio público de Canela e gerando riscos à movimentação turística, formação de pilotos e socorros médicos. Para sustentar o vício em entorpecentes, usuários estão subtraindo fios e cabos de cobre no Aeródromo Municipal Eris Zugno. Essa á e conclusão da Polícia Civil, após realizar investigações sobre o crescimento dos delitos dessa natureza. Os furtos não são praticados por uma quadrilha especializada neste tipo de crime, mas ocorrem de forma aleatória.

O local tem sido alvo frequente de furtos e, para a Polícia, os responsáveis são pessoas interessadas em subtrair os materiais para depois revender ou trocar diretamente por substâncias como crack, maconha ou cocaína. Apurações apontam que a maioria dos delitos foi ou é cometida por usuários de drogas que residem em bairros próximos ao aeroporto local, o que facilita a fuga e transporte dos materiais.

Somente um dos ladrões foi detido três vezes em flagrante pela Brigada Militar (BM) e acabou sendo encaminhado para o Presídio Estadual de Canela para cumprir prisão preventiva (por tempo indeterminado). Vários inquéritos sobre o furto de fios e cabos da pista do aeródromo foram remetidos à Justiça.

A atuação da BM também comprova a frequente subtração dos fios e cabos que iluminam à noite a pista para pousos e decolagens. Levantamento da corporação indica de que janeiro até quinta-feira (4), foram registradas 12 ocorrências no aeroporto e redondezas sobre o furto de fios e cabos. No total, 14 pessoas foram detidas, mas nem todas foram recolhidas ao sistema prisional, uma vez que esses furtos caracterizam crimes de menor potencial ofensivo. O cobre é um metal que está em alta, e não faltam receptadores para ficarem com o produto. “A área do aeroclube está sedimentada em área pública, porém, apesar de aberta ao trânsito de aeronaves, é de domínio privado. Então, quanto à solução, o mais viável é um sistema de monitoramento e vigilância no local”, opina o capitão Ubirajara da Rocha Dill, comandante da Brigada em Canela.

 


AEROPORTO tem sido alvo constante de ladrões
Foto: Divulgação


AOS POUCOS, CRIMES ESTÃO APAGANDO AS LUZES

O Aeródromo Municipal Eris Zugno é um espaço público, com média mensal de 60 pousos e decolagens de aeronaves privadas. O local atende a todos os municípios da Região das Hortênsias. Criado por meio de legislação municipal, o funcionamento do aeródromo ocorre por meio de concessões. Algumas empresas reclamam da falta de segurança na estrutura, fator que deixa o local vulnerável, possibilitando o furto dos materiais que formam o balizamento noturno para pousos e decolagens. Ao todo, a pista tem 1.800 metros de extensão, com 1.250 metros de fios e cabos luminosos revestidos de cobre de cada lado. Os fios entre a rede externa e instalações, como hangares, o aeroclube e o posto de abastecimento, também já foram levados por ladrões, deixando-os sem energia elétrica, prejudicando o funcionamento dos mesmos. A estimativa das concessionárias que atuam no aeródromo é de que, no mínimo, 2.500 metros de extensão de fios e cabos tenham sido subtraídos.


MAIS SEGURANÇA PODE PôR FIM AOS ATAQUES

Para representantes das empresas que operam no Eris Zugno, falhas na segurança, como a inexistência de um cercamento, aumentam a fragilidade do aeródromo. São necessários 1,8 quilômetros de cerca em concreto para proteger o local. “Já foi exposta a necessidade de medidas para evitar ou dificultar esses furtos, como vigilância ou monitoramento frequente”, comenta Tiago Esmeraldino, da Tri Táxi Aéreo.
Conforme a gestora do Aeroclube Escola de Aviação, Estefane Bergamo, além de prejuízos volumosos, os furtos geram sérios riscos à movimentação de aeronaves no aeródromo municipal e contribuem para a redução do fluxo turístico em Canela e região.

“Os riscos operacionais são danos nas aeronaves causados por objetos ou restos de cabos deixados sobre a pista, podendo levar a acidentes graves, circulação de pessoas não habilitadas e autorizadas na área de estacionamento, pousos e decolagens. Riscos às operações que dependem do balizamento noturno da pista o que está afetando, em muito, o fluxo turístico da região”, alerta.

“O prejuízo financeiro é enorme. Os materiais são caros e específicos. Além do prejuízo financeiro, prejuízo às operações. O aeródromo voltou a ficar impossibilitado de receber voos noturnos, como o da Azul Conecta, e socorros e atendimentos aeromédicos”, acrescenta Estefane.

Quanto às aulas de aviação oferecidas pelo aeroclube, os furtos afetam diretamente a instrução dos alunos que precisam ir para outras cidades para realizar seus voos.


INFRAERO PODE ASSUMIR GESTÃO DO ERIS ZUGNO

Atenta aos prejuízos causados e riscos gerados, a Prefeitura está buscando uma solução em definitivo para eliminar os furtos de fios e cabos no aeródromo. Mantenedor do Eris Zugno, o Executivo canelense está em tratativas com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) para passar a gestão do local para a empresa pública federal. De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, a administração municipal não possui qualificação técnica e mão de obra para fazer e, por isso, vê com bons olhos a possibilidade da Infraero assumir e realizar uma gestão profissional. “Estamos fazendo um levantamento de custos. O projeto está em Brasília para elaboração da proposta”, revela o assistente de diretoria da Infraero, Odone Bizz.

“Sabemos desse problema de furtos de fios da pista, o qual não é só um problema que ocorre no Aeroporto de Canela. Os aeroportos em todo o Brasil estão com esse problema, este material (cobre) está muito caro”, diz Bizz.

“Caso a Infraero assuma a gestão do Aeroporto de Canela, vamos fazer um estudo detalhado para fazer essas correções e, num futuro próximo, atrair maior movimentação turística para a região. A Prefeitura está preocupada e quer resolver esse problema”, destaca o assessor da Infraero.

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