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Governador Lápis de Cor
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Governador Lápis de Cor

Sempre que alguém falava para mim, que todas as quintas-feiras, o governador Eduardo Leite pegava uma caixinha de lápis de cor e pintava as regiões COVID do nosso estado como queria, eu, pacientemente explicava que o Modelo de Distanciamento Controlado seguia uma fórmula matemática complexa, que levava em conta uma série de fatores e que isso independia da vontade do Governo do Estado.
Entretanto, desde que começamos a viver essa terceira onda da pandemia no Estado, confesso a vocês que fui desmoralizado na minha tese. Uma série de mudanças no modelo de distanciamento controlado, que acabou sofrendo pressão de todos os lados, acabaram por criar um monstrengo. O modelo que era bom, mas falhava ao capturar precocemente as tendências de alta, passou também a ser horrível ao encarcerar o estado numa bandeira preta, em virtude de uma trava imposta na ocupação dos leitos de UTI.
Qualquer pessoa que estuda minimamente a pandemia sabe que os leitos de UTI serão o penúltimo, ou último indicativo a sofrer queda nos números da pandemia. As internações em UTIs são longas e ocorrem após várias semanas de evolução da doença, na maioria dos casos. Desta forma, mesmo com os novos casos praticamente zerados em algumas cidades (como está ocorrendo aqui em Canela), as UTIs permanecem sob alta ocupação.
Para completar a lambança, o governo passou a colocar uma série de exceções nos protocolos de bandeira preta, que culminaram com a atrapalhada tentativa de retorno as aulas presenciais.
Sou a favor do retorno das aulas, acredito que as crianças já tiveram prejuízos absurdos, tanto na parte educacional, quanto social e as aulas já deveriam ter retornado em julho, ao final da primeira onda. Entretanto, uma série de atos intempestivos, conjugados com a intransigente posição de sindicatos e associações, acabou judicializando a questão.
Após o impedimento judicial do retorno as aulas sob bandeira preta, o governo do RS decidiu colocar todo o estado em bandeira vermelha, literalmente pintando de vermelho com lápis de cor o estado, para fazer valer sua vontade.
É preciso que o gestor tenha consciência de que nem sempre o melhor a fazer é o que lhe rende mais votos, nem tampouco deve seguir opiniões extremas ou alarmistas. Correções em modelos de gestão de pandemias podem e devem ser feitas, mas é preciso levar em conta as particularidades de cada região e, a vontade da maioria, contanto que essa vontade não invada a individualidade das minorias ou prejudique a coletividade.

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