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INDO ÀS URNAS PELA PRIMEIRA VEZ
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INDO ÀS URNAS PELA PRIMEIRA VEZ

Tenho 18 anos e, assim como muitos da minha idade, vou votar pela primeira vez em 2020. Aguardo ansiosamente pelo grande dia de poder digitar os números na urna e me sentir minimamente responsável pelo futuro da nossa sociedade. Desde pequena, sempre me perguntei o porquê das pessoas reclamarem tanto dos políticos sendo que são elas que escolhem desde quem vai ocupar uma cadeira na Câmara de Vereadores até de quem veste a faixa presidencial? Depois que a gente cresce, percebe que o jogo de poder é muito mais complexo e que, sim, todos nós somos responsáveis pelo o que está acontecendo de bom e de ruim na política. Temos o dever de votar com responsabilidade para poder reivindicar nossas vontades e colaborar para o bem de toda uma comunidade.
O Brasil vive um momento extremamente polarizado e caótico em diversos âmbitos e na política não seria diferente. Muitos brasileiros não se identificam e não concordam com as declarações dos seus líderes, que desrespeitam, polemizam e atacam muitas pessoas. O mais eficiente não é correr para as redes sociais, xingar, twittar e postar todo o seu descontentamento. A melhor arma da população em se tratando de discordância política é e sempre será o bom uso da democracia, analisando as propostas dos candidatos, sua trajetória política e assumir essa responsabilidade. O candidato pode muitas vezes decepcionar, desagradar e até mesmo não corresponder, mas a prevenção de tudo isso é só uma: o voto consciente.
Acredito na utopia de um mundo melhor, na inclusão das minorias em que todos sejam livres, acredito numa imprensa livre e que todos possam divulgar suas opiniões sem preconceitos e ataques. Evidentemente, minha escolha para ocupar o cargo de prefeito será de alguém cujo eu compactuo com os ideais, a triagem foi minuciosa.
A expectativa está grande. Não vejo a hora de fazer parte do grupo dos que votam, provavelmente será um dia que não esquecerei jamais.
O panorama político atual quanto ao envolvimento do jovem é muito positivo, visto que cada vez mais cedo o ser humano já toma a consciência do seu papel nesse sistema, se engajando mais e entendendo a real importância de não se abster num processo democrático. Um excelente exemplo dessa participação da juventude foram as eleições Estadunidenses, que ocorreram essa semana, em que a participação da juventude foi recorde.
Conversei com algumas pessoas que também estrearão como votantes nessa eleição, eles expuseram suas opiniões, desejos e expectativas sobre esse momento tão crucial pro futuro de todos nós.

VOTAR AGORA PARA COBRAR
PELAS PROMESSAS DEPOIS

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Ana Laura dos Santos Agostinho, 18 anos, estudante de Relações Internacionais, acredita que a política faz muita diferença na vida da população. “É muito importante que as pessoas compreendam isso e usem a oportunidade de votar para poder cobrar pelas promessas que sempre são feitas em anos de eleição”, diz. Ana Laura entende que o Brasil vive um momento politicamente conturbado. “Tanto em eleições presidenciais, estaduais e municipais, porque nossos líderes não cumprem seu papel. Eles não assumem cargos do poder pra fazer o que eles fazem. Sinto que as próximas gerações vêm com mais influência e consciência política”. Reitera ainda que as pessoas estão entendendo melhor a relevância de exercer e cobrar nossos direitos como cidadãos. “Devemos exigir um bom desempenho dos nossos líderes para realmente fazer mudança”.
Sobre a escolha do seu candidato, ela afirma ainda não está decidida quanto aos candidatos. “O que fiz até agora foi analisar as propostas deles e o que já fizeram anteriormente na sua trajetória política”, avalia.
A estudante revela sentir-se positivamente ansiosa. “Infelizmente, não pude votar na última eleição presidencial e sinto que agora posso fazer algo de forma mais direta pela sociedade e por mim mesma. Me sinto animada”, conclui.

APESAR DAS DIFICULDADES,
ESPERANÇA NO VOTO CONSCIENTE

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Víctor Dressel Costa, 19 anos, estudante de Educação Física e Recepcionista, afirma que a política é importante pelo fato de que é o que decide como será nossa vida em sociedade. “É através dos processos eleitorais que decidimos quem irá tomar as decisões da nossa cidade, do nosso país. Então, é sempre muito necessário ter ao menos um pouco de noção sobre o cenário político e a sociedade”, afirma.
Quando questionado sobre o panorama político do país, Víctor responde que não considera o momento como um dos melhores. “Está cada vez pior, economicamente e eticamente nem se fala. Acredito que continuará assim pelos próximos anos. É torcer para aparecer algum candidato que possa melhorar as coisas”, destaca.
Sobre a escolha para o candidato em 2020, o jovem revela que primeiramente analisa o ponto de vista ideológico do candidato, para ver se é parecido com o que ele acredita. “Vejo as propostas e também tento ir atrás de um pouco do seu histórico pessoal, de como é sua índole na vida social”.
Ele ainda afirma que esse ano foi atípico e que não conseguiu sentir o impacto das eleições nas cidades menores. “Acredito que muitos sentiram isso, facilmente interferindo nas votações. Tivemos menos informações, menos contato com os candidatos e menos tempo de campanha. Ainda assim, espero que as pessoas votem conscientemente, apesar das adversidades”.

NOSSA PARTICIPAÇÃO NO
PROCESSO É ESSENCIAL

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Para Larissa Schneider, 19 anos, estudante de Jornalismo, a política é muito importante. “Podemos transformar a sociedade em que vivemos através dela. Acho que a nossa participação no processo eleitoral é essencial, até porque, quando não exercemos nosso direito ao voto, estamos dando a oportunidade para que outras pessoas escolham por nós”.
A jovem manifesta tristeza quanto à política que é feita hoje. “Muitas das pessoas que nos representam, desde o âmbito municipal até o nacional, acabam colocando seus interesses a frente dos do povo. Mas também vejo bons exemplos e tenho esperança de que, cada vez mais, as pessoas passem a escolher bons representantes”.
Ela conta que o que mais a influenciou na sua escolha do candidato foram suas propostas para a educação. “Acredito que assim como a política, ela também é fundamental para que nossa sociedade avance. Também procurei conhecer o passado dos candidatos e como eles já contribuíram para a minha cidade”.
Larissa diz se sentir muito feliz para votar pela primeira vez. “É bom saber que tenho o poder de ajudar a realizar mudanças políticas e sociais. Espero que, cada vez mais, tenhamos consciência da importância de votar e possamos eleger pessoas íntegras e comprometidas com a nossa sociedade”.

POLÍTICA NECESSÁRIA NO MUNDO GLOBALIZADO

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Murilo Dias, 18 anos, é estagiário e admite não gostar de política e, quando debate, prefere que seja entre amigos. “Não gosto dessa disputa de partidos, mas acho a política muito necessária no mundo em que vivemos hoje, globalizado. Quem está em cima, toma as decisões por toda a população. O melhor seria ter decisões mais populares, mas as divergências entre quem escolhe e a população ainda são muitas”.
Murilo manifesta que as chances de votar nulo ou em branco são grandes. “Nenhum candidato realmente me agrada. Os candidatos dessa eleição não refletem meu pensamento. Sinto que seja bem mais fácil de votar numa disputa nacional do que municipal. A eleição de um presidente influência muito, mais a minha vida, principalmente, o fator econômico”.
Ele ainda explica que suas expectativas para votar pela primeira vez são bastante baixas. “Independentemente de quem for eleito, a minha vida continua. Os negócios seguem, os estudos não pararão. Vai ficar a mesmíssima coisa. Não tem muito segredo para manter a cidade indo bem”, afirma.

É SOBRE A VIDA E A NOSSA SOCIEDADE

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Rafaela Schaeffer Cardoso, 18 anos, estudante de Pedagogia, afirma que a política é importante porque diz respeito a tudo na nossa vida. “Desde a nossa casa, a energia elétrica, a água potável, as compras do supermercado, tudo é política. Nós somos quem vota e escolhe quem irá tomar as decisões do nosso país, estado e cidade. A política não é só sobre candidatos, é sobre a vida e a nossa sociedade”.
Rafaela revela que a escolha dos candidatos é de extrema importância, ainda mais no meio de uma pandemia em que muitos problemas vieram à tona. “Eu escolho votar em quem da atenção a cidade e, principalmente, aos jovens, já que devido ao coronavírus, muitos ficaram desempregados”.
E sobre o sentimento de ir às urnas pela primeira vez em sua vida, a jovem revela se sentir responsável pela escolha de alguém que vai representar a todos. “Espero que as eleições sejam bacanas e que as pessoas tenham refletido bastante”, conclui.

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