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Iniciativa auxilia pessoas em vulnerabilidade social
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Iniciativa auxilia pessoas em vulnerabilidade social

Algumas famílias que vivem em situação de vulnerabilidade social não estão sozinhas na luta contra a fome, desigualdade social e outras mazelas. Elas contam com o amparo da Rede de Apoio Cidadã, uma mobilização que envolve o poder público, pessoas comuns, Judiciário e iniciativa privada.
A proposta nasceu a partir de uma campanha desenvolvida para arrecadar roupas e alimentos durante o pico da pandemia, mas acabou ganhando um novo propósito e atualmente auxilia 15 famílias levando esperança de uma vida melhor para cerca de 80 pessoas. Os beneficiados foram selecionados e residem nos bairros São Luiz, Canelinha, Santa Marta e Dante, considerados áreas de maior risco. Há um movimento que visa captar recursos financeiros para expandir a Rede para localidades interioranas, Caracol, Chacrão, Miná e Irma.
A iniciativa solidária foi idealizada e é liderada pela juíza da 2ª Vara do Fórum de Canela, Simone Chalela. “No auge da pandemia, fiz uma campanha para arrecadação de roupas e alimentos no Fórum, e percebi que essas ajudas são apenas pontuais, resolvem no momento, mas não solucionam o problema. Foi então que pensei em fazer um projeto contínuo, estruturado, que pudesse mudar a vida das pessoas e tirar elas do assistencialismo, fazendo com que elas tenham condições de buscar o próprio sustento, e assim surgiu o projeto Rede de Apoio Cidadã”, explica a magistrada.
“O objetivo é romper o ciclo de assistencialismo, dando condições para que as famílias beneficiadas busquem o próprio sustento, e que seja possível diminuir os auxílios ou que não dependam mais de ajuda, seja do governo ou doações de particulares”, completa Simone. Em contrapartida ao amparo, como diferencial do projeto em relação a outras investidas sociais, os núcleos familiares devem atender alguns requisitos sob pena de serem excluídas do projeto. Estar com a carteira de vacinação dos filhos atualizada, manter os filhos na escola com aproveitamento escolar, higienização da residência, adesão a tratamento para alcoolismo e drogadição, frequência no cronograma de palestras e em cursos profissionalizantes oferecidos pelo projeto são alguns critérios para ser assistido pela Rede de Apoio Cidadã. “Nós ajudamos a quem quer também se ajudar”, salienta Simone.
Na prática, as famílias que participam do projeto assinam um termo de adesão pelo prazo de três meses, prorrogável uma única vez. Em contrapartida, as famílias recebem mensalmente um kit com alimentação e itens de higiene pessoal e para residência, além de serviços que necessitem ou doações necessárias para a melhoria pessoal ou das suas casas. Também frequentam palestras sobre temas diversos como planejamento familiar, educação financeira, autoestima e ingresso no mercado de trabalho.
No final de cada palestra, os participantes recebem presentes, como jogos de cama, cobertores e caixas organizadoras. “O nome Rede de Apoio Cidadã surgiu porque vivemos em rede, dependemos uns dos outros, das relações sociais, para melhorar e evoluir”, afirma Simone.

CALENDÁRIO COM MODELOS ESPECIAIS SERÁ LANÇADO

Para marcar os resultados alcançados pela Rede de Apoio Cidadã, entre eles, a construção da Casa Vitória, um calendário especial está sendo confeccionado. O material está sendo produzido pela fotógrafa DaniBat e terá como modelos cinco vítimas de violência doméstica, além de integrantes da Rede de Apoio Cidadã. Participarão do calendário mulheres representantes da área da saúde, Polícia Civil, Judiciário, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção Canela, Defensoria Pública e Assistência Social. A renda do calendário será revertida para a Casa Vitória. O projeto denominado “Como uma Flor”, com as imagens de vítimas e protetoras foi idealizado por DaniBat e também pela advogada especialista em Direitos das Mulheres, Gabriela Souza. “Como fotógrafa, feminista e vítima de violência doméstica achei que era importante eu poder ajudar a dar mais força e voz a essas mulheres. Acabamos aprendendo que a nossa exposição acaba ajudando muitas mulheres que estão escondidas no silêncio pelo medo”, resume DaniBat.

PROJETO PRECISA DE AUXÍLIO

O projeto Rede de Apoio Cidadã é uma parceria entre pessoas da comunidade que querem ajudar a cidade. Quem quiser ajudar, pode entrar em contato pelos telefones (54) 99181-3052, da Prefeitura, ou (54) 99999-2108, do Fórum de Canela. “Nossas maiores necessidades atualmente são materiais de construção e serviços odontológicos e psicológicos”, frisa a juíza. Para acompanhar ações da Rede, o munícipe pode seguir o @rededeapoiocidada no Instagram.

APOIO DA PREFEITURA

Sob coordenação da juíza Simone Chalela, o Rede Cidadã está ligado ao Gabinete do Prefeito, Constantino Orsolin (MDB), e conta com a parceria de secretarias como a Assistência Social, Saúde, Educação e Obras. “A Rede Cidadã é um trabalho que vem auxiliar o poder público com ações e atividades voltadas às mulheres e suas famílias, promovendo seu empoderamento e novas perspectivas de vida, no lado profissional, de bem-estar físico, do seu psicológico e social. A atuação dos profissionais vai além do combate à desigualdade. Eles ajudam na construção de uma sociedade mais justa e igualitária”, comenta Orsolin.

UMA JUÍZA ENVOLVIDA COM QUESTÕES SOCIAIS

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JUÍZA Simone Chalela é a idealizadora do projeto 

Titular da 2ª Vara da Comarca do município desde dezembro de 2015, Simone Chalela vem se destacando pelo seu envolvimento comunitário. A juíza também tomou a frente da construção da Casa Vitória, um espaço para proteger e abrigar mulheres que sofreram violência doméstica. Mas porque uma magistrada encabeça projetos que auxiliam vítimas de questões sociais? “Tenho convicção que o juiz tem um papel social importantíssimo na Comarca em que atua. Nós somos agentes de mudança, e podemos utilizar esse poder/dever para transformar a comunidade em que vivemos. Penso que, como cidadã, se quero um mundo mais justo e igualitário para as futuras gerações. Preciso agir, utilizar a minha força para unir a sociedade em prol de uma causa justa e não apenas esperar que a nossa realidade melhore do meu gabinete, e isso vale também para outras profissões”, conta. “A minha avaliação é muito positiva. Vejo que as pessoas realmente têm interesse em mudar de vida, e estão agindo de acordo com este propósito. Até agora, apenas duas famílias foram substituídas, porque não cumpriram com as obrigações que tinham se comprometido”, avalia Simone, em relação ao andamento do projeto. De fato, as ações iniciaram em 12 de julho deste ano. O objetivo é inserir essas pessoas no mercado de trabalho para gerar condições de auto-sustento e dispensar a ajuda do governo e de doações. “A cada 20 dias aproximadamente, a assistente social vai à residência e faz um relatório social para verificar a evolução da família dentro do projeto, e pontuar os itens que ainda precisam de auxílio. Nosso objetivo é modificar a mentalidade das pessoas para que possam melhorar de vida, e gerar condições de auto-sustento”, comenta Simone. “Agradeço pela oportunidade de divulgação do projeto, e convido a todos que queiram ajudar, pois só assim poderemos construir um futuro melhor para essas pessoas e para a nossa própria comunidade”, diz.

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