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Mais Bonança e menos Tempestade!
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Mais Bonança e menos Tempestade!

Eu sempre gostei de escrever sobre o cotidiano e pessoas da nossa cidade. Em quase quatro anos de espaço falei sobre ruas, histórias, gente daqui, gente de fora, lugares que não existem mais. Escrevi colunas sobre amigos, sobre gente que empreende, sobre ações para ajudarmos nosso hospital, além de falar, às vezes, sobre mim.
Pois em 2020 completei 40 anos. Era uma data tranquila pra mim. Entre erros e acertos acho que o saldo foi positivo. Tenho uma família sensacional, saúde para trabalhar, amigos para me divertir e tive diversas oportunidades de realizar sonhos. Não cheguei a ter pesadelos com a ideia de virar quarentão, tampouco me assusta o fato de na próxima coluna já ter feito 41 anos.
Assusta, sim, o momento de pandemia onde pessoas correm o risco de não completar 30 anos. Entristece ver filhos rezando por pais, pais chorando por filhos e chateia ver tanta falta de empatia e discernimento das pessoas que não estão levando a sério toda essa pandemia.
Fico abismado com a naturalidade que alguns tratam milhares de mortes com a desculpa da “comorbidade”. Quer dizer então que uma pessoa que tem diabetes, pressão alta ou problemas renais está liberada para morrer se pegar o coronavírus? Eu tenho pressão alta causada por fator genético e nem por isso acho que devo morrer antes dos 103 anos de idade (sim, vão ter que me aguentar muito tempo!). Ninguém deveria ter partido antes do seu tempo por causa da Covid-19. É triste ter que ler algumas coisas em redes sociais ou até mesmo em veículos de comunicação.
Durante todos esses meses de pandemia tivemos que nos adaptar, correr atrás e tentar aliviar as coisas nas nossas rotinas diárias. Sempre tentando cumprir ao máximo os protocolos. Relaxamos em alguns momentos: óbvio, já vai fazer um ano. Mas o momento é o pior possível e a atenção precisa ser máxima, para a vida futuramente voltar ao normal.
Nos meus espaços no jornal eu procuro utilizar tons mais leves. Claro que falo sobre assuntos sérios, mas tento ser ameno. O que me entristeceu neste ano é que tive que falar em despedidas algumas vezes. De pessoas que nos deixaram por causa desse vírus e poderiam estar aqui perto de suas famílias ainda.
Espero que nos meus 41 anos, que estão chegando, eu consiga voltar a falar com alegria de crianças que chegarão ao mundo e de gente que seguirá aí, independente de comorbidade, deixando nosso cotidiano mais feliz. Por uma coluna com menos obituários!
É tudo o que peço nesse meu novo ciclo que chegará!

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