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Minha relação com a comida
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Minha relação com a comida

Minha relação com a comida sempre foi afetiva. Meu pai era aposentado e era ele quem cuidava da nossa alimentação. Porém, com seis filhos e poucos recursos financeiros ele criava. A horta era farta e dali tirava a grande maioria dos itens que iam para a nossa mesa. Batatas, moranga, couve, alface, espinafre, cebola, repolho, batata doce, melancia. Dava de tudo. Também havia as frutas: pêssego, lindas e suculentas ameixas, ameixa amarela (daquelas do mato), abacate, morangos. Nossa casa era florida e cheia de vida. E, o meu pai cozinhava para a gente, café da manhã, almoço e janta. Era o jeito que ele sabia amar. Me ensinou a fazer o arroz mais perfeito que eu já provei. Simples, com gostinho de alho e amor. Então eu cresci com poucos recursos, mas nunca tive fome. Eu tinha vontade de algumas coisas, principalmente quando ia à escola. Lá, via meus colegas se fartando com lancheiras cheias ou com dinheiro para comprar no bar. Eu nunca tive nem uma coisa nem outra. Mas, eu tive muito amor e isso me alimentava.
Quando cresci, e fui para a vida ainda adolescente, aprendi a batalhar pelo que comia e aprendi a poupar. Arroz com ovo era o prato da vida, e, não enjoei, como até hoje com muito prazer. Feijão, farofa e as coisas mais simples sempre me encantaram. Sou louca por um PF.
Minha relação com a comida foi sempre de respeito. Não deixo comida no prato, detesto colocar comida fora e procuro gostar de tudo.
Atualmente minha profissão me colocou frente a frente com a gastronomia e a comida tem sido meu ganha pão. Parece ironia, né? Quando criança tinha pouca diversidade, mas havia criatividade e comida viva, da horta com muito afeto. Agora posso comer o que quiser e tenho acesso a filé mignon, salmão, vieira e outros insumos caros, raros. Mas, o que me encanta na gastronomia? Aquilo que meu pai fazia e já enchia a minha vida de amor: o afeto, a verdade na receita e a origem do que está no meu prato.
Agora na pandemia tenho me dedicado a trocar de lugar e assumir as panelas, não só por necessidade, mas também por prazer. Copio receitas, sigo influenciadores que dão dicas diárias e invento também as minhas misturas aqui. Mas, peço comida por delivery dos meus clientes que amo. Então fico entre galeto, sushi, risotos e saladas que o Nonno Mio, Containner, Josephina e Galangal mandam entregar carinhosamente aqui em casa e continuo alimentando minha rede de comida e amor.

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