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Minha Voz
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Minha Voz

Conheci esta semana um perfil muito diferente, ele é gaúcho, radicado no Rio de Janeiro. Allan Dias Castro é escritor, músico e poeta. Sim, eu descobri um poeta em meio ao caos. Então mudei minha voz para encontrar nas palavras deste poeta um pouco de luz.
Seus vídeos são curtos e te deixam meio sem chão. Te puxam pela alma e mexem lá dentro. Não há como ouvir uma poesia sua e não fazer uma relação direta com algo que esteja acontecendo na sua vida naquele exato momento. Ele fala da vida.
Um deles fala do pai e no texto do post ele diz ter resgatado o vídeo antigo, pois o pai o deixou agora em abril. Não preciso dizer que este foi o poema que mais mexeu comigo. Fala de exemplo e de voz. Fala do sonho do pai e de quanto o tempo passa rápido e deixamos nossos sonhos para depois. O poeta deixa o texto escapar pela boca, com a voz embargada e com os olhos marejados, igual a mim. “…. Canta pai, canta, porque eu já entendi que o tempo não volta, canta pai, mesmo aí no teu canto, porque foi te ouvindo cantar que eu encontrei a minha voz, canta pai…”
“Muitas vezes o que nos faz insistir em algo ou em alguém é o medo de perder aquilo que não tem, se abrir a uma nova realidade é não voltar na ilusão! Ao de se repetir e se repetir querendo acontecer algo diferente, é aprender a desistir a quem já desistiu da gente. Encerrar um ciclo, às vezes, é sair de um buraco para plantar uma semente, é sutilmente enfrentar o novo para ir em frente. Se abrir à uma nova realidade é parar de se adiar para ir adiante. É vida nova em relacionamento, projetos e atitudes, mantendo as velhas amizades que se mantém, mesmo que tudo mude. E, está tudo bem não achar fácil encerrar ciclos e se abrir a tal nova realidade, mas é preciso perder este medo para ver que você não é o que tem medo de perder”.
Que coisa mais linda este poema, e, este é apenas um dos textos que ele recita com voz calma, tendo como fundo um quadro negro que nos mostra uma mensagem quando ele sai de cena.
...”mas, não se iluda, enquanto todo mundo só reclama, ninguém se ajuda. Pensa na tua família, em teus amigos como um barco, navegando juntos todos no mesmo mar, mas cada pessoa ali dentro leva em si uma tempestade particular. E, quando esta força conjunta consegue evitar que os ventos afundem o barco é saudável para todo mundo permanecer ali. O problema é quando os ventos das tempestades individuais tomam uma proporção tão grande que ninguém consegue resolver nem a sua. Tem momentos que voltar para a areia nos faz entender melhor o mar e é aí que se afastar não significa abandonar todo mundo, é vir à tona para respirar fundo e voltar mais forte, porque só consegue retomar a direção do barco aquele que encontrou o seu norte… Sair da correnteza, se afastando só um pouco para o lado não é egoísmo, é cuidado. As pessoas que realmente te amam querem te ver bem e é resolvendo as tuas tempestades que você ajuda eles a resolverem as deles. Então vai, retoma o controle do teu barco, depois leva calmaria para alguém.”
Em tempos de pandemia, em tempos de noticias ruins, em tempos de fake news um pouco de poesia não faz mal a ninguém. Vá lá no Instagram e permita-se emocionar.
@allandiascastro

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