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MUNDO CABOCLO
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MUNDO CABOCLO

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(e os costumes do interior...)

Em seu livro que dá título a este texto, Valdomiro Silveira, nascido no interior de São Paulo, conforme relata Junia S. Gonçalves, era “um brasileiro amoroso de sua terra”.
Poeta, jornalista e orador, Valdomiro “viveu” realmente as tradições de São Paulo, retratando a vida local com simplicidade e modéstia.
Em seu Mundo Caboclo, a história “Ana Cabriuvana” traz as modas de viola e os violeiros do interior paulista, numa roda de recortado...

“.......Formou-se a roda. Como o povo era muito, entraram dois violeiros, e as donas ficaram entre os cavalheiros, entreveradas. O dono da primeira viola cantou o primeiro verso, fronteando com a primeira dona...
“Meu amor é pequenino / do tamanho dum botão;
de noite eu trago nos braços, / de dia no coiração”.
E a resposta, já veio no mesmo repente:
“Recortado, recortado / como a folha da mamona;
verso que vancê cantou / eu carrego na patrona”.
Risada geral, mas não houve resposta. Um outro, de lenço vermelho “de pouca sabedoria”, lascou:
“Recortado, recortado, / que veio de lá de Brota;
tomara que pegue fogo / no balão da Maricota!” .
A china mais galante do Matão, cantou...
“Muita gente me arrepara / nesta minha fermosura:
é que nem arroz com couve / temperado sem gordura”.
Houve então quem aconselhasse os versos do Vandílio, um formado que viera de Casa Branca, moço destorcido nos pagodes do sertão, que inventava de cabeça umas trovas muito doloridas:
“O nambu piou no mato, / a juriti respondeu;
não hai ninguém neste mundo / que seja triste como eu”.
E, já no final, alguém arrematou:
“Vivo longe dos meus pagos, / ando no mundo sozinho;
‘tou que nem o guaturama / pinchado fora do ninho”.

Caboclo – de um modo geral é o indígena, o natural, mestiço, o nativo e, por sua vez, Recortado – segundo o folclorista Luis da Câmara Cascudo é uma dança popular cantada e sapateada ao som de uma viola.
Tem uma coreografia variada e é uma dança brasileira comum nos Estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul... a nossa terra!

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