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NEGRINHO DO PASTOREIO – A HISTÓRIA DE UMA CANÇÃO
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NEGRINHO DO PASTOREIO – A HISTÓRIA DE UMA CANÇÃO

NEGRINHO DO PASTOREIO – A HISTÓRIA DE UMA CANÇÃO

(tropeando conhecimento e fé...)

Um dos símbolos do RS, o Negrinho do Pastoreio tem, além de uma bela canção, uma bela história, como essa publicação do antigo – e hoje extinto IGTF – Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore...

“Era uma vez, no tempo da escravidão, um negrinho tão humilde que nem nome tinha. Não havia sido batizado e, por isso, sua madrinha era Nossa Senhora, a protetora dos desvalidos. Esse negrinho tinha por obrigação pastorear uma tropilha de cavalos de pelo baio de seu sinhô estancieiro. Certa noite a tropilha se extraviou pelo campo afora, e o patrão ameaçou que mataria o Negrinho se ele não reencontrasse os cavalos perdidos. O coitadinho acendeu um toco de vela pela Nossa Senhora e saiu pelo campo, e cada pingo de sebo que caía ao chão era uma nova vela que milagrosamente se ascendia, e atraída por essa luz a tropilha voltou.

Mas, de outra feita, a tropilha não foi reencontrada a tempo, e, por pura maldade, o patrão enterrou meio corpo do Negrinho num formigueiro, para que as formigas o devorassem. No outro dia, quando o estancieiro foi ver se o Negrinho estava morto, com surpresa viu que ele subia para os céus, acompanhado por seus cavalos baios e tendo à mão o toco de vela em louvor de Nossa Senhora.

Hoje, ele é achador das coisas perdidas. Humilde santo campeiro que logo nos atende, bastando que seja acendida uma velinha em seu louvor”.

Negrinho do Pastoreio / acendo esta vela pra ti,
e peço que me devolvas / a querência que eu perdi...
Negrinho do Pastoreio / traze à mim o meu rincão,
eu te acendo esta velinha / nela está meu coração.
Quero rever o meu pago / coloreado de pitangas,
quero ver a gauchinha / a brincar na água da sanga.
Quero trotear nas coxilhas / respirando a liberdade
que eu perdi naquele dia / que me embretei na cidade.
Negrinho do Pastoreio,
traze à mim o meu rincão.
A velinha está queimando
aquecendo a tradição.

A canção Negrinho do Pastoreio, nos traz à lembrança sensibilidade e um forte apelo telúrico. Barbosa Lessa (autor da letra e música), nos deu um inestimável presente, compondo uma das canções mais populares do Rio Grande do Sul... a nossa terra!

Da sabedoria dos almanaques: A dignidade maior não consiste em possuir honrarias; mas sim, em merecê-las.

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