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O APRENDIZADO DO ENVELHECIMENTO
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O APRENDIZADO DO ENVELHECIMENTO

O APRENDIZADO DO ENVELHECIMENTO

A velhice não é um tema corrente em nossa sociedade que, a priori, reserva um lugar no pódio à aqueles que são bonitos, jovens, vigorosos e estão desvendando o mundo com ímpeto e ousadia. Ainda assim, por estranho que possa parecer, fora a educação, são raras políticas públicas que contemplem adolescentes.

As oportunidades para viver a plenitude do afeto, das relações sociais, do crescimento intelectual estão direcionadas àquele período dos 20 e 40 anos a quem, também, é dedicada a moda/consumo (aparelhos eletrônicos, estética, carros, esportes, alimentação, eventos, arte em especial a música...) assim como os meios de produção (empreender, empregos, tecnologia).

Entre os 40 e os 50 anos estão as exigências sociais de poder, sucesso, fama e riqueza que também podem ser traduzidos em casamentos duradouros, filhos saudáveis, alguns bens adquiridos e estabilidade. “Nada de pensar em inovar ou seguir arriscando ser feliz. Se não conseguiu até aqui, desista!”. É comum perceber que quem não conquistou esse status vencedor se dirige para a velhice movido pela culpa, carregado pelas frustrações e ancorado pelos rancores e mágoas.

Bem frequente que um filho ou neto, objetivando bem cuidar do seu idoso imponha “um jeito antigo de ser” retirando o que resta de dignidade ao envelhecido, caçando o cartão do banco, impedindo de tomar decisões, rasgando a habilitação, segredando problemas cotidianos, rompendo com seus hábitos e o pior, retirando de sua própria casa. As intenções podem ser as melhores, porém os efeitos muitas vezes resultam nefastos. Assim como inexiste escola de pais, se desconhece formação para filhos cuidadores que querem manter os vínculos afetivos sem direcionar seu familiar à uma instituição de longa permanência.

Diante do inexorável, alguns se refugiam no silêncio, no jornal, nas palavras cruzadas, no crochê, nos netos, naquilo que imaginam ser a vida dos filhos, nas consultas médicas, nos remédios, nos que já partiram e nas histórias de um passado que parece ter sido glorioso. Além desses, existem aqueles que não se enquadram nos conhecidos ritos e buscam adiar o envelhecimento com fórmulas mágicas, cirurgias estéticas, pinturas no cabelo ou renomeando o ciclo vital chamando de “melhor idade”.

Porém, quem passa dos 60 e opta por fugir a padrões conservadores se reinventando e aprendendo e experimentando e recomeçando a vida com as habilidades conquistadas ao longo da existência, abre a porta para se apaixonar pelas paisagens, pelos sons,pelas gargalhadas, pelos recentes ou sólidos amigos, pelos distintos sabores, pela ansiedadesuperada, pela inexpressividade dos conflitos, sem esperar por nada ou por alguém enfim, pelo novo jeito de andar pelo mundo.

Movidos pela urgência de aproveitar o hoje e o momento,esses idosos encontraram a maturidade emocional e assim podem viver inteiros, e por fim, felizes até os 90 ou 100, acompanhados com atenção e de perto pelos vínculos afetivos conquistados e preservados que ali estão por afeição e não por obrigação.

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