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O imigrante e sua Ivi-Maraé
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O imigrante e sua Ivi-Maraé

(Parte de nosso texto – 2º lugar no Concurso Estadual de Crônicas, do Círculo de Pesquisas Literárias / Correio do Povo – POA/2001).
O alemão e o italiano – referências na formação do Rio Grande do Sul – representam aqui, as etnias formadoras do povo gaúcho, um símbolo agregando vários símbolos...
A própria história, que é movimento, nos conta da dinâmica das etnias na formação da imagem do gaúcho. Um só povo formado por vários povos. Essa é a cara do atual Rio Grande do Sul.
O orgulho de suas origens e um verdadeiro desfile de indumentárias, etnias e crenças, mostram valores preservados, tradições mantidas quase como uma religião, culturas que se fundem embaladas pelo amor à nova terra. Seria essa a terra da esperança, da fartura, do futuro? Quem sabe, uma “terra sem males”, onde brota leite e mel?...
O Alemão:
Mourejando na figura do musterreiter, chega o alemão. Ocupa vales, abre as primeiras “picadas” na mata e enfrenta ataques de “bugres”. Constrói suas casas conforme suas lembranças e saudades, referencial marcante em toda a nossa arquitetura. Na nova terra, ele planta, joga bolão, cria sociedades de tiro, café colonial e torna-se artífice. Nos “kerbs”, comem cuca com linguiça, dançam polcas e chotes. Abrem casas de comércio e cervejas...
O Italiano:
Com hábitos rurais, chega o italiano, povoando encostas e serras, para plantar milho e videiras. Faz polentas, massas e vinhos. Dança pouco, mas canta muito: Il Mazzolin di Fiori, Mérica... Aprecia jogos trazidos de além-mar, como a bisca e a mora. Sua culinária é forte, como sua personalidade. Trabalha de sol a sol e, aos fins de semana, reúnem-se em família. Tomam vinho, comem polenta, fazem “filós” e são felizes...
Quantas histórias na bagagem desses heróicos viajantes. Quantos sonhos acalentados em intermináveis viagens. Encontros e desencontros; sorrisos e lágrimas; partidas e chegadas; vida e morte. Quanta vontade de chegar à terra prometida e, ao mesmo tempo, quanta saudade da terra natal!
Povos que deixaram suas pátrias e aqui fincaram raízes que floresceram e deram frutos. A esperança e o trabalho desses povos deram uma face ao Rio Grande: muitas caras numa só cara; muitos povos, num só povo.
E, com o trabalho desses imigrantes colonos, esta terra se transformou no que eles buscavam, a saber: um lugar onde “brota leite e mel”... uma terra sem males que, na língua do nativo destas plagas, era a própria Ivi-Maraé!!!
Além do alemão e o italiano, muitos outros povos aqui aportaram e ajudaram a escrever a história do Rio Grande do Sul... a nossa terra!

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