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O TEMPO E AS MANIFESTAÇÕES FOLCLÓRICAS
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O TEMPO E AS MANIFESTAÇÕES FOLCLÓRICAS

O TEMPO E AS MANIFESTAÇÕES FOLCLÓRICAS

(Fazendo as contas...)

Os afazeres do dia a dia no interior, no mais das vezes, passa despercebido pela maioria das pessoas. Ou seja, não se nota quão diferente é a maneira de encarar uma data, uma estação, etc.

Na verdade, em meio aos hábitos diários guiados pela experiência, há uma sabedoria para utilizar e entender o tempo e o mundo ao seu redor...

O tempo, segundo os dicionários e sabemos, é referência há muito...
Numa linguagem popular, há as expressões “No tempo antigo”, “No tempo dos antigos”, “No tempo do Rei Velho”, referindo-se a El-Rei Dom João VI, quando no Brasil (1808 – 1821...
Também citações de “No tempo do Ronca”, “No tempo da amorosa”, etc...
Há, ainda, a referência ao “Tempo do onça”, que deve-se à locução (provável!) ao sargento-mor José Correia da Silva, diretor do serviço policial do Recife (1787 a 1811) ou ao governador do Rio de Janeiro, Luis Vahia Monteiro (1725 -1732), ambos com o apelido “Onça”.
Agora, em família:
Mas há, ainda, outras formas de “contar o tempo”:
Muito comum no interior é haver uma data como referência, como ponto de partida (ou chegada). E, assim, explicavam as estações, o Natal, o São João, etc...
Nesses detalhes, lembro-me muito bem da minha mãe (e suas contas!), que seguia conforme os costumes da época. Lembro que ela, ao referir-se a um fato ocorrido há duas semanas (14 dias) dizia:
-Já se passaram quinze dias!!!
Por outro lado, algo que iria acontecer dali a uma semana, dizia:
- Daqui há oito dias!!!
Outro fato, com prazo de um mês:
- Daqui há trinta dias!!!
Em resumo, um cálculo simples e único:
A semana: 8 dias; 2 semanas: 15 dias; o mês: 30 dias; o ano: 360 dias.
Também com relação às estações do ano, sempre houve – e ainda há – por parte do povo do interior, uma maneira diferente de calcular.
Um exemplo são o Inverno e o Verão.
Independentemente do dia dos solstícios (geralmente dias 21 ou 22 de junho), o Inverno é contado a partir do dia de São João (24 de junho) e o Verão, a partir do Natal (25 de dezembro).

Assim, também, contam como a noite mais comprida do ano, a noite de São João; e a noite mais curta, a noite de Natal.

No interior, principalmente, é que encontramos essa sabedoria inata adquirida na experiência. São usos e costumes comuns a um povo e região, tal qual encontramos aqui no interior do Rio Grande do Sul... a nossa terra!

Da sapiência dos almanaques: A sorte, a gente acha; o azar, a gente procura!

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