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O TREM E O FOLCLORE
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O TREM E O FOLCLORE

O TREM E O FOLCLORE
(Nos trilhos...)

No interior ou na cidade grande (porém, com maior incidência no interior!), o trem foi e é um fator determinante na vida de cada um.
Trem de passageiros, trem de carga, eles foram sinônimo de progresso, antes do automóvel e do caminhão, com grande participação no desenvolvimento de uma nação.
E o Folclore sempre presente, conforme nos mostra Mário Souto Maior em seu livro “Nordeste: a Inventiva Popular”:

O imaginário popular é rico em criações a respeito de uma situação, de uma pessoa e seu meio, como veremos a seguir, com relação ao trem:
- Eu sou como o trem, não gosto de ninguém – Afirmação de quem quer passar-se por ruim, dizer-se mau, etc.
- Eu sei como é que boi toma trem – Diz dos atos feitos contra a vontade.
- Tem boi na linha – Situação embaraçada, perigosa.
- Estar no desvio – Estar à espera do momento certo. Aqui, é estar sem ter o que fazer; desempregado.
- Caixa d’água – Bêbado.
- Apitar na curva – Ser cuidadoso, previdente, avisar. Aqui, significa morrer!
- Sair dos trilhos – Desviar-se da conduta normal, errar.
- Morar perto do trem – Ter muitos filhos. Geralmente acorda de madrugada com o apito do trem, perde o sono...
- Viradouro – Diz-se da pessoa que muda de opinião com facilidade. O “Vira-casaca”.
- Andar na linha – Ter bom comportamento, cumprir com suas obrigações.
- Sair da linha – É o oposto do comportamento anterior. Ser desregrado, sem compromisso.
- “Mais feio que desastre de trem” – Dispensa maiores detalhes.
- “É um trem!” – Coisa feia. Geralmente, mulher sem beleza.
- “Vai pôr na frente do trem!” – Significa vai te danar! Vai aperrear outro! Isso não é comigo!
- Mais fedorento que latrina de trem – Coisa muito mal cheirosa. E, ainda por cima, antigamente os sanitários eram tratados com creolina... Que, por si só, já cheirava mal!!!

E o apito do trem se juntou ao lenço para significar partida, saudade! Conforme Jayme Griz (Rio Una) canta:
“Longe, longe, muito longe,
dentro da tarde triste / apita um trem...
Meu Deus, que saudade
Não sei de que, / não sei de quem...”.

O trem, inegavelmente foi elemento decisivo no desenvolvimento de muitas cidades, transportando o progresso, a economia, a cultura e as pessoas, como aconteceu no RS e aqui em Canela... a nossa terra!

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