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OS DICIONÁRIO DE REGIONALISMOS
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OS DICIONÁRIO DE REGIONALISMOS

OS DICIONÁRIO DE REGIONALISMOS
(E a prosa dos pagos...)

O falar do gaúcho, mais precisamente o do Rio Grande do Sul, é obra de mais de dois séculos de história, de cultura.
Essa cultura “própria” foi muito bem estudada e desenvolvida por alguns historiadores, como mostram alguns dicionários.
Entre estes, citamos o Dicionário de Regionalismos do Rio Grande do Sul, de Rui e Zeno Cardoso Nunes (1982) e o Dicionário da Cultura Pampeana Sul-Rio-Grandense, de Aldyr Garcia Schlee (2019)...

Pago
Lugar em que se nasceu, o lar, o rincão, a querência, o povoado... Geralmente usa-se no plural. Conforme Roque Callage “Este vocábulo é um dos mais usados na vida campesina do Rio Grande. Ele resume, para o gaúcho, um pedaço afeiçoado e querido da terra que o viu nascer”.
Querência
Lugar onde alguém nasceu., se criou ou se acostumou a viver. Lugar onde habitualmente o gado pasta ou onde foi criado.
Nota: o gaúcho, em resumo, assim define: Pago: lugar onde nasceu; Querência: lugar onde vive, onde se “aquerenciou”.

Andarengo
Andariego, errante, andejo. Que viaja constantemente e não permanece muito tempo no mesmo lugar.
Xucro (*)
Diz-se do animal arisco, esquivo, indócil e bravio como se fosse selvagem. FIG: Diz-se do indivíduo insociável, de trato difícil.
(*) A grafia correta seria com “ch” – chucro, pois provém do termo quíchua, língua indígena da América Latina, chucru. Segundo o Houaiss, a origem é o vocábulo hispano-americano “chucaro”, arisco, bravio.
A língua portuguesa reconhece os dois: chucro e xucro.

Rodeio
Lugar no campo onde o gado é reunido. Ajuntamento de gado, em campo aberto, feito antigamente para apartar, contar, examinar, marcar, castrar e tratar os animais. Isso, nos tempos em que os campos não eram cercados (pedir, dar, parar rodeio).
Nota: Daí, os “Rodeios Crioulos” de hoje...
Piá
Menino, guri, caboclinho. Designação dada a menor descendente de índio que, nas estâncias, presta pequenos serviços (levar recados, cevar mate, recolher vacas...). Segundo João Cezimbra Jaques, “Vocábulo expressão de ternura com que as índias guaranis tratavam os filhos e as crianças em geral”.
- Eyô min che piá – Vem meu querido. Vem meu amor.
Nota: Hoje, de uso generalizado no RS para se referir à criança (guri).

Esses dicionários de regionalismos são, hoje, duas preciosas obras que falam da história, da cultura e do jeito de falar no Rio Grande do Sul... a nossa terra!

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