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Pandemia de golpes na internet
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Pandemia de golpes na internet

Em tempos de pandemia do coronavírus (covid-19), além de seguir medidas sanitárias restritivas para evitar o contágio, também é necessário redobrar os cuidados ao navegar pela internet ou utilizar serviços oferecidos por plataformas digitais. Criminosos estão aproveitando que a população está em quarentena e, ao ficarem mais em casa, estão conectadas com mais frequência na rede mundial de computadores. Abrir ou responder um simples e-mail pode ser uma armadilha. Compras on-line também ganharam certo grau de risco. Desta forma, a web tornou-se um campo fértil para a investida de golpistas.
A empresa de segurança cibernética Fortinet calcula que o furto de dados aumentou 131%, no primeiro trimestre deste ano, período em que surgiu o coronavírus. “Todo o cenário mundial, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas, voltou os olhares para o digital e, com isso, vem a criminalidade junto”, comenta o empresário e especialista em Marketing Digital e Tecnologias, Samuel Moretto.
CRESCIMENTO
Morador de Canela, Moretto salienta que pesquisas revelam o crescimento do uso da internet em 120%. “As operadoras de internet registraram o aumento do uso de tráfego em 30% a 40% durante esse trimestre”, afirma o empresário.
O fato é que hackers encontram falhas em provedores e exploram o desconhecimento e a ingenuidade de muitos usuários de serviços on-line para aplicar os golpes. Os crimes cometidos são os mais variados possíveis, desde furto de dados pessoais e empresariais, ataques a e-mails por meio de phishing, clonagem do WhatsApp, golpe de sites de vendas, falsos leilões, falsa identidade, golpe do Don Juan, invasão de dispositivos, pornografia de vingança, falso emprego, entre outros.
Recentemente, beneficiários do Auxílio Emergencial concedido pelo Governo Federal foram alvos de ataques cibernéticos e tiveram os valores subtraídos das suas contas bancárias.
PROTEÇÃO
Mas a grande questão é: como se proteger de crimes virtuais, especialmente, neste período de surto epidêmico? Moretto recomenda que o internauta tenha atenção principalmente na procedência das imagens, e-mails e sites onde clica e navega. “Não saia acreditando em tudo à primeira vista e, sim, pesquise muito. Caso ainda tenha dúvidas, entre em contato com a Delegacia de Polícia de sua cidade ou região”, sugere. Moretto alerta que, na prática, os bandidos exploram brechas na segurança do alvo e incansavelmente tentam o ataque até que enfim conseguem acessar como administrador da conta ou dispositivo do usuário, tendo assim o caminho livre para a prática do golpe.
“Na dúvida, use senso critico apurado em tecnologia ou apenas o velho bom senso. Antes de comprar, respire e peça a opinião de outras pessoas. Pesquisas apontam que a opinião de um amigo ou colega ligado a área de tecnologia pode lhe ajudar na escolha do local ideal para a compra do seu produto, além do mais você ainda pode conseguir um super desconto em um site que ainda não conhecia”, comenta.

POLÍCIA CIVIL ALERTA PARA OS GOLPES

O delegado de Canela, Vladimir Medeiros, está investigando fraudes nos saques do Auxílio Emergencial concedido pelo Governo Federal. Quinze vítimas registraram queixas na Delegacia de Polícia relatando que o dinheiro repassado pela União sumiu das suas contas correntes. Esse é apenas um dos delitos que vem sendo cometidos com intensidade por especialistas em golpes cibernéticos. Para Medeiros, a tendência é os crimes virtuais crescerem. “Pois o uso das redes sociais e plataformas digitais é cada vez mais comum entre todos, inclusive para a prática de crimes”, avalia Medeiros. Dependendo do crime cometido nos meios digitais, as penas judiciais variam de um a cinco anos de reclusão.
A Polícia Civil elaborou uma cartilha alertando os usuários da internet sobre os golpes mais comuns praticados no campo virtual.
GOLPE DO FALSO SITE
Como funciona: bandidos criam sites falsos de venda de mercadoria (eletrônicos, eletrodomésticos, etc.). O golpe costuma ter maior incidência em datas comemorativas e promocionais, como por exemplo, a Black Friday. O golpista usa endereços de empresas famosas, alterando só o final do endereço eletrônico, bem como usam o layout dos sites conhecidos, tudo para ludibriar a vítima, fazendo-a pensar que se trata do site verdadeiro.
Dica: observe com cuidado todo o endereço eletrônico. Pesquise a reputação da empresa eletrônica em que pretende efetuar a compra.
GOLPE DO AUXÍLIO EMERGENCIAL
Como funciona: por meio de uma mensagem, o golpista ilude a pessoa afirmando que ela se enquadra no perfil para receber ajuda financeira do Governo, no valor que varia entre R$ 600,00 e R$ 1.200,00. Para ter acesso ao dinheiro, bastaria fazer um cadastro por meio do link informado na mensagem. Aí que está a armadilha! Nesse link, a vítima deve informar dados pessoais, como CPF, endereço, número da conta bancária e senha. O problema é que, a partir dessas informações, o cibercriminoso efetua diversos golpes, como abrir contas em bancos virtuais e solicitar cartões de crédito; ou abrir uma empresa fantasma em nome da vítima.
Dica: sempre desconfie de links enviados por WhatsApp. Órgãos do Governo Federal não solicitam dados pessoais por meio de mensagens.
GOLPES EM SITES DE COMPRAS ON-LINE
Como funciona: a vítima faz um anúncio em algum site de compras on-line, expondo seu número de telefone para contato. De posse do número de telefone, o golpista, por mensagem ou ligação telefônica, engana a vítima dizendo que há a necessidade de atualização da conta/cadastro no site ou verificação do anúncio. Para validar a “atualização” ou “confirmação” do anúncio, o golpista solicita que a vítima lhe informe os 06 dígitos numéricos que ela receberá via SMS em seu celular. Todavia, estes números são, na verdade, o código de validação da conta do WhatsApp.
Dica: habilite a dupla verificação em seu WhatsApp.
GOLPE DO INTERMEDIADOR DE VENDAS
Como funciona: o golpista pega o telefone da vítima em sites de compras, e diz que tem interesse no objeto anunciado. Com o início da negociação, ele pede para que o anúncio seja retirado da plataforma. Com as informações do bem anunciado, o golpista cria um novo anúncio com as fotos da vítima, mas com um valor bem abaixo do preço praticado, o que desperta interesse de outras vítimas. Com a vítima interessada em vender o bem o golpista diz que comprará e pagará uma dívida que possui com algum cliente, sócio, amigo ou irmão, e, portanto pede silêncio no momento da apresentar o objeto para a segunda vítima, prometendo algum lucro financeiro nesta negociação silenciosa. Já a vítima interessada em comprar, também é orientada a se manter em silêncio e por isso ganhará um desconto. Com todo esse enredo, o golpista fornece uma ou algumas contas bancárias diversas da conta da vítima que está vendendo o bem, normalmente de terceiros “laranjas”. Com a transferência ou até antes dela, as vítimas ainda são orientadas a irem até um cartório e preencherem o recibo do veículo (quando a negociação é de carro), tudo para dar mais veracidade ao golpe. Quando ambas as vítimas percebem o golpe, o recibo já foi preenchido e todo o dinheiro da negociação foi parar na conta de um bandido, que logo em seguida saca todo o montante da conta, o que impede a recuperação do dinheiro.
Dica: mantenha o diálogo aberto entre vendedor e comprador. Sempre procurar ver o objeto anunciado pessoalmente, em local público, movimentado e durante o dia.
GOLPE DO DEPÓSITO COM ENVELOPE VAZIO
Como funciona: geralmente a vítima fez algum anúncio para venda de um determinado bem/objeto. O anúncio normalmente é feito pela internet em sites de compras ou por redes sociais. Após a negociação, o golpista faz o depósito do valor acertado em um caixa eletrônico ou lotérica, mas não deposita dentro do envelope o valor do bem/objeto. O golpista encaminha foto do comprovante de depósito e a vítima confirma o recebimento em consulta à sua conta pelo aplicativo do banco. Como a verificação bancária do depósito demora algumas horas, ou às vezes só é realizada no próximo dia útil, o valor fica aparecendo como depositado até que se verifique que o depósito não foi satisfeito. Até lá, a vítima já entregou o bem (normalmente o golpista manda um motorista por aplicativo buscar no mesmo dia do depósito o objeto).
Dica: quando realizada uma negociação pela internet, aguarde a compensação do depósito bancário.
CLONAGEM DO WHATSAPP
Como funciona o golpe: gs golpistas têm diversos meios de conseguir o número da vítima, mas o mais usual é que seja retirado de anúncios em plataformas de sites de compras ou anúncios públicos (que abrangem não só os contatos da vítima) em redes sociais. As vítimas recebem um torpedo de SMS no qual consta um código de 6 dígitos. O golpista se passa por funcionário da plataforma de anúncio e solicita este código, alegando que isso é necessário para ativar o anúncio. Outras vezes alegam que houve duplicidade de anúncio, com valores diferentes. Para tal, solicitam a verificação da vítima com dados pessoais (nome completo, CPF, RG, endereço) e finalizam solicitando o código de 6 dígitos. Este código é uma verificação do WhatsApp, ou seja, o golpista digitou o número de celular da vítima no celular dele para ativar o WhatsApp. Este código de verificação para habilitar o WhatsApp foi enviado para o celular da vítima. É por este motivo que o bandido solicita o código, se aproveitando da vítima, de que este seria um passo necessário para habilitar o anúncio, induzindo a vítima a fornecê-lo. De posse desse código, o golpista desvia o WhatsApp da vítima para o aplicativo instalado no celular dele, e a vítima perde o acesso ao aplicativo. Com tal feito, ele conversa com os amigos da vítima, se fazendo passar por ela, fala que está sem dinheiro, com algum problema na conta ou cartão de crédito bloqueado e solicita dinheiro emprestado, se comprometendo a pagar no dia seguinte. Os amigos da vítima, acreditando estarem falando com pessoa de sua confiança, acabam transferindo o dinheiro para a conta bancária informada, que normalmente é de algum laranja. Assim que a transferência é feita, eles também se tornam vítima do golpe.
Dica: é de suma importância habilitar a “confirmação em duas etapas” do WhatsApp.
GOLPE DO BOLETO FALSO
Como funciona o golpe: em tempos de pandemia, em razão do isolamento, muitas pessoas estão fazendo compras pela internet, redes sociais e até mesmo WhatsApp. Muitas vezes a vítima não está com acesso seguro aos sites visitados, seja pelo computador, seja pelo celular. Diversas são as formas de manipular a vítima neste momento. Pode ser por uma falsa página de alguma loja ou falso contato pelo WhatsApp para venda direta. Neste momento é emitido o boleto bancário para pagamento da compra efetuada. Este boleto possui cabeçalho e imagens aparentemente da loja/empresa em que a vítima estava negociando. O golpe pode ser realizado tanto com a manipulação do código de barras do documento ou com a criação de páginas falsas que oferecem o download da “fatura”. Neste momento o valor transferido/pago vai para a conta bancária do golpista ou de um “laranja”.
Dica: verifique sempre os dados do destinatário do boleto emitido. Antes de confirmar a transação ou pagamento, verifique se os dados do beneficiário conferem com os da empresa.
GOLPE DO FALSO EMPRÉSTIMO
Como funciona: os golpistas fazem anúncios em sites, redes sociais ou até mesmo ofertas pelo WhatsApp. A oferta é bem tentadora: crédito fácil e rápido, juros mais baixos do que aqueles operados por instituições financeiras, possibilidade de pagar em diversas parcelas, sem consulta ao SPC/Serasa, e, caso a vítima esteja negativada, não impediria a concessão do crédito. Onde entra o golpe? Eles alegam que para que o crédito seja liberado para a vítima, é necessário que ela pague uma taxa! Os golpistas usam diversas alegações, seja taxa de abertura de crédito, taxa exigida pelo Banco Central, seguro de crédito, e por aí vai.
Dica: este golpe é facilmente identificado com a exigência de um depósito antecipado para a liberação do crédito. Lembre-se: instituições bancárias e financeiras não solicitam depósito prévio. Você toma o dinheiro antes e paga depois.
GOLPE DA TROCA DE FOTOS ÍNTIMAS
Como funciona: as vítimas podem ser homens ou mulheres, mas mais usualmente são homens, maiores de idade, e muitas vezes casados. O golpista utiliza um perfil falso, muitas vezes com a foto de uma jovem bonita e atraente. Eles começam uma amizade e logo o golpista, seja uma “jovem moça” ou um “rapaz atraente”, envia fotos íntimas suas e pede para que a vítima faça o mesmo. De posse dessas fotos íntimas da vítima, outro golpista entra em cena: o suposto pai ou padrasto da(o) jovem, alegando que este último é menor de idade e que a vítima estaria praticando o crime de pedofilia pela internet. Para que o pai/padrasto não leve o caso para a Polícia, ou não conte tudo para a esposa/marido da vítima, exige que seja paga uma quantia em dinheiro. Algumas vezes, os golpistas se fazem passar por policiais civis, alegando que as fotos já fazem parte de um Inquérito Policial e solicitam o depósito para que “a investigação seja arquivada”.
Dica Não troque, nem compartilhe fotos íntimas pela internet. Lembre-se: depois que a foto ou vídeo foi compartilhado, ele pode circular por milhares de pessoas. 

 

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