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Pandemia retardou identificação de casos de câncer
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Pandemia retardou identificação de casos de câncer

Na área da saúde, o mês de outubro é marcado pelo movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama e mais recentemente do colo de útero, denominado Outubro Rosa.
A mobilização busca alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância do autoexame, que possibilita o diagnóstico precoce - um dos fatores determinantes para a cura da doença.
No entanto, a pandemia do Coronavírus (Covid-19) retardou a identificação da doença em muitas mulheres. Em tempos normais, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), disponibilizava em média 360 exames mensais específicos para diagnóstico, mas devido à pandemia em nenhum mês esse volume foi atingido. Conforme a SMS, desde o início de outubro, a procura vem em uma crescente.
Levantamento da Secretaria de Saúde realizado desde 2012, revela que 65 mulheres atendidas pela pasta foram diagnosticadas com câncer de mama e realizam ou foram submetidas à quimioterapia, radioterapia ou estão sendo monitoradas para evitar o avanço da doença.
Em 2021, sete novas pacientes confirmadas com a doença entraram para acompanhamento na mastologia via rede pública de saúde. Nestes casos, a Secretaria presta assistência como exames, medicação e transporte para Caxias do Sul ou Porto Alegre, onde hospitais de referência de tratamento ao câncer de mama recebem pacientes residentes em Canela. Atualmente, a fila de espera no município para exames é de três a cinco dias, de acordo com informações da SMS. Exames de mamografia e ecografia mamária são efetuados por duas empresas contratadas pelo município.
Casos confirmados de câncer de mama são encaminhados para consultas com profissionais da área de mastologia, especialidade que médica dedicada aos cuidados das glândulas mamárias. Elas são pagas pela Secretaria de Saúde e realizadas em Caxias do Sul. “Quando identificado um caso positivo, a paciente é encaminhada para nossa referência, Caxias do Sul, para iniciar o tratamento mais adequado para o caso”, explica a secretária municipal de Saúde, Patrícia Valle.
“O acolhimento em casos de suspeita de câncer de mama e realizado nas unidades básicas de saúde. Primeiramente pela enfermeira, que após identificar encaminha para o médico ginecologista para solicitar mamografia e eco mamária”, completa. Patrícia destaca que ações preventivas ao câncer de mama são realizadas com rotina pela rede pública em Canela, mas as ações são acentuadas durante o mês de outubro. “Trabalhamos com a conscientização através de palestras e escuta qualificada, exame físico e encaminhamentos para os profissionais médicos que encaminharão a paciente para tratamento.”, afirma a secretária. Há casos em que a paciente com câncer de mama precisa passar por cirurgia para remoção do nódulo benigno. Nestas situações, a cirurgia plástica para reconstituição do seio atingido é financiada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quando isso ocorre com pacientes de Canela, elas são encaminhadas por meio da Secretaria Municipal de Saúde para a realização dos procedimentos em hospitais de Caxias do Sul e Porto Alegre.

GINECOLOGISTA ALERTA SOBRE NECESSIDADE DO AUTOEXAME

O médico ginecologista e obstetra, Fernando Valle, com 25 anos de experiência, alerta as mulheres. “O mais importante para a prevenção do câncer de mama é o autoexame e as consultas periódicas com ginecologista. A paciente, após o período menstrual, deve fazer a palpação dos seios”. O profissional ressalta que mamografia, ecografia mamária e ressonância de mama são exames que confirmam o diagnóstico. “Também ao aparecer um nódulo ou calcificação suspeitos devem fazer a biópsia pra comprovar o diagnóstico”, acrescenta Valle. Ele explica que aspectos como idade, hereditariedade, endócrino e hormonais são fatores de risco para o surgimento de câncer de mama. “Durante estes anos, já tivemos várias pacientes diagnosticadas com câncer de mama e com muitos casos de cura. O câncer de mama se diagnóstico cedo tem grande chance de cura. Isso nos mostra que o autoexame e as consultas preventivas anuais ajudam num maior índice de cura”, ressalta Valle. Segundo ele, o carcinoma ductal invasivo é tipo de câncer mais comum entre as mulheres, sendo responsável por 70 a 80 por cento dos casos de câncer de mama.

“EU CONSEGUI VENCER O CÂNCER E TER O MEU FILHO”

A superação ao câncer de mama não é fácil, mas é possível. É uma verdadeira luta em favor da vida que depende de vários fatores. Roseli Kniphoff, 34 anos, foi diagnosticada com câncer de mama aos 30 anos de idade. Mesmo sem nenhum caso confirmado na família, ela fazia mamografias e ecografias regulares para prevenção. Em novembro de 2017, por meio de uma biópsia, foi confirmado que ela estava com câncer de mama.
Durante a espera para fazer exames preliminares à cirurgia retirada do câncer, ela descobriu que estava grávida, o que impossibilitou que realizasse exames de imagem para sua maior segurança, vindo a realizar somente exames de sangue e submetida a uma cirurgia.
Orientada por médicos que o seu bebê poderia vir a óbito devido à anestesia geral, com dois meses de gestação, ela retirou toda a mama direita. Após a cirurgia, novos exames revelaram que ela tinha câncer de mama invasivo e a doença tinha atingido o seu braço e ela precisava de tratamento urgente.
“A minha oncologista falou que eu tinha duas opções: ou eu faria radio e químio e o meu bebê poderia vir com má formação ou eu poderia não realizar os procedimentos e o câncer se espalhar pelo meu braço e me levar”, conta. “No momento passa muita coisa na cabeça, mas optei por fazer quimioterapia”, disse. Roseli interrompeu a gestação porque estava com gravidez de risco, dando a luz seu bebê com 34 semanas de gestação. “Veio o Victor, graças a Deus, perfeito. Em 2017, terminei as quimios e, em 2018, fui submetida a mais 28 sessões de radioterapia”, conta.
“As mulheres precisam se cuidar, precisam se amar, precisam se tocar. Não devem ficar reclusas. Eu descobri o meu câncer tomando banho. Eu sei que é uma barra quando se é diagnosticada com câncer. O nosso chão cai, mas tudo tem um por que. A gente só vai descobrir a própria força, com a luta que se vai enfrentar. Eu consegui vencer o câncer e ter o meu filho. Hoje, ele está com quatro anos e é perfeito, não veio com nenhuma má formação. Eu ainda continuo com tratamento, com consultas periódicas a cada seis meses e quimioterapia oral”, aconselha. “Tive todo o aparato da minha família, que sempre esteve junto comigo. Não é uma fase, são fases, e a família unida conta muito”, conclui.Pandemia retardou identificação de casos de câncer

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