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PARCERIA COM INICIATIVA PRIVADA PARA DECOLAR
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PARCERIA COM INICIATIVA PRIVADA PARA DECOLAR

 

PARCERIA COM INICIATIVA PRIVADA PARA DECOLAR

 

O sonho de Canela de construir seu aeroporto está mais vivo do que nunca. O processo é lento e burocrático, mas a administração municipal deu importante passo para desengavetar o projeto. O prefeito Constantino Orsolin e o secretário adjunto de Obras, Germano Junges, assinaram na tarde de quarta-feira (23), na Secretaria Nacional da Aviação Civil, em Brasília, a outorga para o Aeroporto Internacional das Hortênsias.


Na prática, significa que o governo federal reconhece que a cidade pode receber a implantação de um aeroporto. “Canela está habilitada para fazer a execução do projeto”, afirma Germano Junges.


Conforme o secretário adjunto, o próximo passo será juntar a documentação para fazer a renovação da licença ambiental na Fepam. “O projeto tinha licença prévia da Fepam, mas venceu em 2002. Para fazer a renovação, um dos requisitos era ter a outorga que assinamos quarta e que tem 35 anos de validade”, observa.


O que serve de motivação para a comunidade canelense voltar acreditar no projeto é a nova forma proposta para execução do aeroporto. Ao invés de esperar recursos do governo federal, o Aeroporto das Hortênsias será construído com investimentos da iniciativa privada. Após a fase de aprovação de licenças, a administração abrirá o edital de concorrência: o projeto será licitado e executado via parceria público-privada.

 

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GRUPOS DE DIVERSAS PARTES DO MUNDO INTERESSADOS

Com a parceria público-privada, Canela não fica na dependência de recursos do governo. No entanto, será que existem investidores interessados no projeto? O secretário adjunto de Obras, Germano Junges, antecipa que sim. Grupos americanos, chineses, canadenses, alemães e brasileiros declararam ter interesse em assumir o Aeroporto das Hortênsias. O investimento estimado é de R$ 185.733.511,33. “Quando apresentamos o projeto em agosto, tivemos grupos interessados. O que ofertar o melhor retorno para Canela será vencedor da licitação”, adianta Junges.


O secretário estima que o encaminhamento da documentação para renovação da licença ambiental da Fepam seja feita em 180 dias. “Não é um processo tão rápido. No entanto, o aeroporto é um caminho sem volta. Pode levar um ano a mais, mas o anseio da comunidade será atendido. É consenso que a região precisa ter um acesso aéreo para fomentar cada vez mais o turismo”, diz Junges.

 

“O PROJETO É MAIS DO QUE IMPORTANTE. É ESSENCIAL”

O prefeito Constantino Orsolin conversou por telefone com a redação do Nova Época, quando voltava de Porto Alegre para Canela, na manhã de quinta-feira (24). Orsolin revelou que não tinha muitas esperanças na execução do projeto, mas que a outorga abre caminho para que a região volte a trabalhar pelo aeroporto. “Não são procedimentos tão fáceis. Existe uma série de protocolos a serem respeitados. Porém, com a proposta de fazer uma parceria público-privada dá para acreditar. Se ficássemos na dependência de recursos do governo federal, nunca teríamos aeroporto”, afirmou.


Para o prefeito, a modernização dos acessos é fundamental para a sobrevivência econômica da região. “O projeto do aeroporto é mais do que importante. É essencial para o turismo. Ou modernizamos os acessos ou vamos perder espaço para outros destinos”, diz.


Além do aeroporto, Orsolin cita a conclusão da Rota Panorâmica, que liga Canela e Três Coroas. “Temos que levar os dois projetos a sério. Nossa economia depende do turismo. Não podemos enxergar o turismo apenas hoje, mas pensar para os próximos 20 anos. Ou avançamos ou vamos ficar para trás. Canela está lutando e vai continuar brigando por melhorias”, conclui.

 

No feriadão de Páscoa de 2019, 48 aeronaves de pequeno porte aterrissaram em Canela – algumas vindas de fora do Brasil. Amparado por dados, Junges justifica que a Região das Hortênsias recebe cerca de seis milhões de visitantes por ano e os seus 295 meios de hospedagem representam quase 20% de todos os leitos no Rio Grande do Sul. Segundo números do Ministério do Turismo, a região é a terceira mais desejada por quem visita o Brasil. São dados que por si só justificam a necessidade do aeroporto.

 

PREFEITO ASSINOU OUTORGA EM BRASÍLIA

Em encontro com o secretário Nacional da Aviação Civil, Ronei Saggioro, o prefeito Constantino Orsolin assinou a outorga para o aeroporto. Foi o primeiro grande passo para tirar o projeto do papel. Conforme estimativa da prefeitura, o governo municipal pretende lançar o edital da PPP até junho de 2020. O objetivo é abrir a concorrência pública no final de outubro.


O aeroporto é uma demanda que passou a ser buscada em 1986. De lá para cá, os argumentos para a construção do empreendimento ganharam mais força. Com os problemas de mobilidade urbana, a Região das Hortênsias precisa de uma alternativa ao Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. “De 100 passageiros que pousam na Capital, a metade vem para Canela e Gramado. E, daqui, é de onde eles partem para outras cidades, conforme o tempo que permanecem”, salienta Germano Junges.

 

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SECRETÁRIO Nacional da Aviação Civil, Ronei Saggioro, e prefeito Constantino Orsolin no momento da assinatura

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