Jornal Nova Época O Jornal do seu tempo

loader
X

Fale Conosco:

Aguarde, enviando contato!
<<< VOLTAR
PELO INTERIOR
  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp

PELO INTERIOR

PELO INTERIOR

(Entre saberes e fazeres...)

Apesar da comunicação disponível e de toda a tecnologia à mão, o interior continua sendo uma fonte de muito aprendizado.
É lá que tudo acontece, é lá que tudo é feito, é lá que tudo é inventado...
E, em pleno século 21, um desses exemplos vem do livro “Raízes de Palmares do Sul / Capivari do Sul” – obra do XXV Encontro dos Municípios Originários de Santo Antônio da Patrulha – num texto da professora Maria da Penha Azevedo, em depoimento de Wanda Saraiva Azevedo:

Fazendo vela

“O preparo das velas que seriam usadas todas as noites era uma atividade muito trabalhosa, embora bonita. Os trabalhadores iniciavam as atividades sempre de véspera, quando era derretido o sebo e cortados os barbantes que formariam o pavio; todos na mesma medida.
Esse pavio era posto a ferver, dentro do sebo, depois retirado e quando esfriasse, começava a ser sovado, para que o sebo entranhasse bem no pavio. No dia da tarefa, bem cedo, montava-se o varal, com duas taquaras grandes, sustentando varinhas atravessadas. Em cada varinha eram colocados seis pavios, mantendo a distância entre cada um.
Por baixo deste varal, era colocada a lata com o sebo fervendo.
O trabalho iniciava-se simultaneamente nas duas pontas do varal. Pegavam-se as varinhas onde estavam os pavios, e molhando no sebo, tirava-se rapidamente, botando-se a secar, enquanto passava-se para a próxima. Terminada a carreira, começava-se tudo de novo. A cada molhada no sebo, a vela ia engrossando um pouquinho.
Essa tarefa, que levava umas 8 horas a fio, não podia ser interrompida. Na hora do almoço, trocavam as pessoas que seguravam as varinhas e o trabalho continuava.
Assim eram feitas 25 dúzias de velas, que depois eram guardadas de forma bem organizada em uma caixa grande para o consumo diário”.

Os Encontros “Raízes”, realizados por 30 anos consecutivos em várias cidades do Quadrante Patrulhense trouxeram à luz, em 30 volumosas publicações, os saberes e os fazeres da gente desse interior, juntamente com suas histórias.
Histórias essas, que, nada mais são do que a própria história do Rio Grande do Sul... a nossa terra!
Da sabedoria dos almanaques...
Perguntaram a um velho sábio:
- Como será a 3ª Guerra Mundial?
E ele respondeu:
- Não sei como será... Mas a 4ª Guerra Mundial, sim: a pau e pedra!

  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp

Olá, deixe seu comentário para PELO INTERIOR

Enviando Comentário Fechar :/

Últimas Notícias

Matérias de Capa

PUBLICIDADE Jornal Nova Época