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População e poder público projetam futuro
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População e poder público projetam futuro

Com o auxílio da comunidade e órgãos especializados, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Mobilidade Urbana, está projetando o novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental de Canela, que irá refletir no futuro da cidade, evitando entre outras medidas, o crescimento desordenado do município. Revisado e alterado pela última vez em 2012, a proposição deverá ser finalizada até novembro e encaminhada para apreciação legislativa e da comunidade até o fim do ano. Por força legal, depois de atualizado, as alterações do Plano Diretor entrarão em vigor em 2022.
Na prática, é um mecanismo que direciona o crescimento urbano disciplinando e organizando a ocupação de solo e expansão da cidade delimitando zoneamentos para fins específicos, tanto no meio urbano quanto rural.
“É um conjunto de regras para se viver em sociedade, as quais disciplinam como as moradias serão construídas, por exemplo. O Plano Diretor diz ao empreendedor para onde a cidade pode se desenvolver, apresentando indicadores e elementos que garantam qualidade de vida e uma boa mobilidade. Ele é um instrumento de planejamento da cidade, para que ela não cresça de forma desorganizada, para que ela observe as normas e as leis de convivência urbana”, explica o secretário de Meio Ambiente, Jackson Müller.
As novas regras irão impactar diretamente no cotidiano da cidade, além de nortear o futuro do município. O assunto é pauta do governo municipal desde agosto de 2019 e envolve uma equipe que conta com serviço de cartografia e geógrafo, entre outros profissionais. “Canela é uma terra de oportunidades, mas ela precisa ser organizada e planejada. Precisamos pensar a cidade que temos e a cidade que queremos”, resume Müller.
Em pesquisa aplicada via internet nos meses de maio, junho e julho, munícipes apontaram os seus anseios quanto às áreas que precisam sofrer mudanças. “O objetivo da consulta pública era ter uma prévia sobre o que a população pensa sobre o município, na área urbana e rural, e quais aspectos ela entende como prioritários para serem incluídos na revisão do plano”, comenta o secretário. “Agora, vem a construção do documento e esse documento vai de novo para a sociedade para ser debatido em audiências públicas”, acrescenta.
O questionário de respostas livres contou com a participação de 413 pessoas que apontaram os setores que devem ser priorizados na elaboração do texto do novo Plano Diretor. As respostas irão auxiliar o corpo técnico na revisão e nas alterações do projeto de lei.
O levantamento de dados também indicou os bairros dos participantes, sendo a grande maioria residente do Centro seguido da Vila Suzana, Palace Hotel, Luiza Correa, Maggi, São Luís, Leodoro de Azevedo, São José, Vila Suíça, Quinta da Serra, Celulose, Saiqui, Eugênio Ferreira, São Lucas, Caracol e Serrano.
Para a maioria dos participantes, a mobilidade urbana é a principal área que deve ser abordada no futuro Plano Diretor. Na sequência, os setores do turismo, imobiliário, comerciais, agrícola, industriais, ambiental e infraestrutura também foram elencados como imprescindíveis para sofrerem modificações.
Dentro da pesquisa, foram feitas sugestões ao principal problema da cidade na opinião deles, a mobilidade urbana. Também foi externada preocupação quanto ao crescimento desordenado da cidade, infraestrutura, habitações populares e preservação ambiental. Entre os pontos positivos com o planejamento da cidade, a pesquisa teve como resultado o desenvolvimento do turismo em primeiro lugar, asfaltamento de ruas, preservação do meio ambiente, revitalização do Centro e infraestrutura dos bairros.
De certa forma, os novos critérios do Plano Diretor irão auxiliar aqueles que pretendem empreender no município. Atualmente, nas Zonas Especiais (ZE), as quais somam 16,95km² de área, não foram fixados índices construtivos. “Essa nova revisão vai atualizar os índices para todas as ZEs. O empreendedor vai passar a saber quais são os índices dessas zonas que ocupam 44% do território municipal. Para quem empreende, será uma mudança muito importante”, destaca Müller.


Segundo ele, o cidadão pode esperar que algumas expectativas sejam atendidas, como por exemplo, na mobilidade urbana. “Nós queremos mudar a forma de se movimentar em Canela, com eixos estruturantes tirando o trânsito pesado de determinados bairros, fazer esse trânsito fluir em rotas que não causem congestionamentos. Nós queremos facilitar o deslocamento do Centro para os bairros e vice-versa, com novas linhas de transporte público”, afirma Müller.
Entre os aspectos urbanos em geral, a pesquisa concluiu que 85% das pessoas que se manifestaram são a favor de que a cidade deve crescer de formas sustentável, 60% consideram inadequada a instalação de indústrias em áreas residenciais, 33% acreditam que pequenas indústrias, sem poluição ambiental e sonora, podem se instalar em bairros residenciais, 75% opinaram que urbanização deve respeitar o ambiente, 40% se manifestaram favoráveis à regularização de empresas que não atendem as normas do Plano Diretor e 31% afirmaram que a Prefeitura deve propor ações de Regularização Fundiária para legitimar posse ou propriedade em áreas ocupadas em desalinho com a lei.

AÇÕES SUGERIDAS - MOBILIDADE URBANA
- O transporte público deve ser ampliado e melhorado
- É preciso melhorar a ligação e mobilidade nos bairros
- Será estimulada a implantação de sistema de aluguel de bicicletas
- É preciso humanizar a área central do município com menor
trânsito de veículos
- Implantação de mão única em vias da área central
- Estruturar linhas de transporte público para a área rural
- A Prefeitura deve suprimir vagas de estacionamentos para a
construção de ciclovias
- A Prefeitura deve promover a ampliação das áreas de estaciona-
mento rotativo
- Devem ser reduzidas as vagas de estacionamentos para aumen-
tar a capacidade de circulação viária

PRIORIDADES
- Evitar o crescimento desordenado do município
- Preservar a natureza do município
- Ampliar a infraestrutura de saneamento dos bairros
- Garantir a participação da comunidade nas decisões
- Qualificar os espaços públicos da cidade
- Estimular o desenvolvimento econômico do município
- Qualificar a gestão e o planejamento da cidade
- Preservar o patrimônio histórico da cidade
- Implantar ciclovias e ciclofaixas
- Criar e ampliar programas habitacionais de interesse social

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