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Por amor às montanhas e aos nepaleses
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Por amor às montanhas e aos nepaleses

Para ele, viajar ao Nepal transformou-se numa celebração. Por diversas vezes, ele foi lá para esquadrinhar o chão em trekkings, para escalar montanhas e, também, para conhecer cada vez mais a alma daquele povo. Gilberto Thoen, desde a primeira vez que se aproximou do Himalaia, aprendeu que ninguém o conquista sem fazer pactos com aquelas montanhas, com os deuses que as criaram e com os habitantes do lugar. É com a bênção e a ajuda desses três - montes, divindades e nepaleses - que esse hamburguense, leitor do Nova Época que tem casa em Canela, acumula sucessos nas escaladas que fez naquela cordilheira.

No Himalaia, Gilberto não teria escalado os montes Kala Patthar (5.545 metros, seu primeiro cume alto), por quatro vezes, o Island Peak (6.189 metros), o Everest (8.848 metros) e, nessa segunda-feira (19), o Lobuche East (6.119 metros) sem sua coragem, vigor físico e a ajuda de bons guias e sherpas. Aprendeu a ser grato a essas pessoas simples que auxiliam os alpinistas com uma dedicação incomum. Verdadeiros guardiões da vida dos desafiadores do frio, da neve e do ar rarefeito, muitas vezes os sherpas ajudaram Gilberto Thoen, que nunca precisou abortar uma chegada a um cume, em adversidades. Por exemplo, amparando-o no retorno do Everest, sem água, em 2018, ou dessa vez, para subir o Lobuche, trocando de botas com ele quando uma de Gilberto perdeu metade da sola e o risco de congelamento do pé era iminente.
Nas palavras de Gilberto “o Lobuche East foi um dos mais difíceis ataques ao cume das montanhas que já fiz, incluindo o Everest. Parecia fácil mas não foi. Tive um azar com as minhas botas nessa viagem. No ataque ao cume, primeiro não achávamos a rota, pois tinha nevado muito. Logo na saída perdi uma sola da minha bota, a da direita, sentia meu pé congelando (...). Meu guia disse ‘temos que desistir não vai dar’, daí achamos uma solução: eu usaria a dele e ele a minha, mas não sabia se ia dar certo. (...) Consegui chegar ao cume às 11.00 a.m., partimos às 3.00 a.m.. Fizemos as devidas fotos e fomos para descida muito lenta, perdi a segunda sola. Cai várias vezes (...). Para dificultar, começou a nevar e perdemos novamente a trilha, precisando de auxílio. (...) Depois de muita dificuldade conseguimos encontrar a barraca no campo alto, às 16:30, (...) nosso plano era descer ao base após o cume, mas não foi possível pois estava escurecendo, não tínhamos comida para passar mais uma noite e eu, esgotado. A ideia foi um sherpa descer e o outro (...), ficou comigo na barraca. Tínhamos uma maçã, uma barrinha de chocolate, dois litros de água e algumas fatias de pão, dormimos com 15 graus negativos. (...) Vários tentaram fazer o cume e retornaram”.
Mais um relato de Gilberto, que temos o prazer de publicar. Desse apaixonado por escaladas que voltou a encarar desafio, mesmo após vencer em 2018 o maior de todos (o Everest), resta esperar o próximo.

Por amor às montanhas e aos nepaleses

Pausa no trekking até a montanha.
Ao fundo, o monte Ama Dablam

Por amor às montanhas e aos nepaleses

Nova Época acompanha Gilberto

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