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Precedentes Perigosos
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Precedentes Perigosos

Períodos de exceção acabam por revelar o pior e o melhor do ser humano. São em épocas como a que estamos vivendo que temos exemplos maravilhosos de entrega, solidariedade, desprendimento, mas também onde os bandidos e psicopatas se lambuzam.
Esses comportamentos muitas vezes acabam sendo estimulados pela população, que na ânsia de encontrar soluções milagrosas para o problema acaba endossando medidas que acabam por facilitar a ação de pessoas que queiram fazer malfeitos.
Um fato me chamou muito a atenção essa semana, com relação aos casos positivos aqui na cidade de Canela. Muitas pessoas defenderam que os nomes dos doentes fossem tornados públicos, inclusive revelando os endereços onde vivem.
Isso é um absurdo completo em se tratando de doenças. Não importa o quão grave contagiosa seja uma patologia, o direito ao anonimato é essencial para resguardar a integridade física dos doentes e familiares, bem como manter a ordem. Cabe ao poder público e forças do Estado constituídas, zelar pela manutenção de quarentena ou qualquer outra medida de resguardo de saúde que seja imposta aos positivos por COVID-19 e suspeitos.
Prova disso é que na decisão proferida pelo juiz de Canela, onde é determinado que a empresa responsável promova a quarentena dos doentes e colaboradores, em nenhum momento se cita o nome das pessoas.
Não podemos em tempos de pandemia, cair na tentação de segregarmos pessoas por estarem doentes. A linha entre “preservar a saúde” da população e discriminação é muito tênue.
Outra celeuma sem sentido a meu ver foi a questão da Hidroxicloroquina. A droga nunca foi impedida de ser receitada pelos médicos, sempre coube aos mesmos a decisão de quando e se iriam prescrever a mesma. Sejam nos estágios iniciais ou ao agravar-se a doença. Me pareceu existir uma vontade de impor o uso da medicação por acreditarem que o mesmo realmente funciona. Infelizmente essa não é a realidade, nenhum estudo foi conclusivo em atestar a eficiência da droga. Por outro lado, também não existe motivo para se acreditar que a droga sairá matando as pessoas, uma vez que a mesma é utilizada a décadas e décadas e, até o início da pandemia, era vendida sem receita médica!
Cada vez mais se decide com paixão as coisas, sem avaliar os fundamentos, os benefícios e prejuízos de cada ato. Politiza-se tudo nesta pandemia, quando absolutamente nada deveria ser politizado. Deveriam prevalecer tão somente a saúde e o bem-estar das pessoas. Nisso incluído também bem-estar econômico. Não podemos salvar vidas do vírus e perdê-las por fome, violência ou desvio de dinheiro público.

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