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Profissão passada de pai para filho
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Profissão passada de pai para filho

Pai é aquela pessoa que nos transmite valores e ideais desde quando somos pequenos. Nossos pais nos ensinam muito, todos os dias e são nossas grandes inspirações. Conversamos com pais e filhos que compartilham da mesma profissão e de como foi esse processo de escolha e da influência de pai para filho. O dia dos Pais é comemorado no próximo domingo (8) e o NE deseja uma ótima comemoração a todos os leitores.

“ELE ME INSPIRA DE TODAS AS MANEIRAS”

Julio Arsand atuou como dentista por 38 anos em Canela e se aposentou recentemente. Porém, já passou o bastão para sua filha, Estella, também dentista. Os dois trabalharam juntos por quatro anos e meio, na mesma clínica. “Era muito bom trabalhar com ele, tê-lo nos bastidores para sanar qualquer dúvida e trocar ideias”, diz Estella.
“Meu pai é minha grande inspiração, cresci dentro de um consultório. É um ambiente em que sempre me senti confortável”, afirma a filha.
Apesar de ter escolhido o mesmo caminho do pai, Estella afirma nunca ter sido influenciada a estudar odontologia. “Eu já queria a área da saúde e meu pai sempre me apoiou, mas nunca me influenciou a escolher a odontologia”, explica.
Julio sempre auxiliou Estella no que foi necessário para ela se estabelecer na profissão. “O caminho foi facilitado por ele ser dentista, ter a clínica e a estrutura do consultório já pronta”, diz Estella.
Grande parte dos pacientes do pai foram herdados pela filha e, com isso, o desafio de continuar um trabalho bem feito foi estabelecido. “A relação de paciente com dentista é de confiança. Atendia pessoas há anos e, quando parei, pude indicar a minha filha para eles”, explica Julio.
Os pontos negativos, segundo pai e filha, são praticamente inexistentes na relação profissional da dupla. “A pior parte é a pressão de ser tão boa quanto ele e a responsabilidade de continuar ajudando os pacientes”, menciona Estella.
O relacionamento dos dois é ótimo dentro e fora do ambiente profissional. “Já aconteceram alguns puxões de orelha, mas nada demais. Nossa relação é muito boa”, expressa. Profissão passada de pai para filho

ESTELLA e Julio Arsand

DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO

Faz parte da tradição dos Estofados Seibt passar o conhecimento do negócio de pais para filhos. Já são três gerações engajadas na empresa da família. É o caso de José Paulo e seu pai, Fabrício, que trabalham juntos desde 2014 e compartilham da mesma profissão de estofador.
Fabrício é a grande inspiração de José, que cresceu dentro da estofaria e, com 13 anos, já ajudava a família nos afazeres da empresa. Aprendeu grande parte do que sabe com seu pai. “Eu buscava me espelhar bastante no meu pai e isso contribuiu na escolha da minha profissão e, talvez, tenha me motivado a buscar o meu melhor como profissional, por eu ter ele como parâmetro”, explica.
Trabalhar com o pai tem muito mais pontos positivos do que negativos. “Gosto de trabalhar com ele por tê-lo ao meu alcance na maior parte do dia. Tanto pelo fato de haver intimidade para pedir alguma opinião ou ajuda com relação ao trabalho, quanto para descontrair ou conversar sobre algo que está te incomodando”, justifica.
Sobre pontos negativos, José afirma não haver problemas no relacionamento profissional dos dois. “A maioria das pessoas diz que é complicado trabalhar com o pai, mas eu não tive esse problema”, relata.

Profissão passada de pai para filho

JOSÉ e Fabrício Seibt trabalham juntos desde 2014 

“MEU PAI É O MEU PROFESSOR”

Depois de trabalhar anos na área da Contabilidade, Anderson Perotoni decidiu se engajar na oficina mecânica da família comandada pelo seu pai, Raul. “Trabalhamos juntos desde 2009. Eu já sabia bastante coisa de mecânica, mas trabalhava com Contabilidade quando decidi me juntar ao negócio da família”, comenta Anderson.
Além de colega de trabalho, Raul é o grande mestre na trajetória profissional de Anderson. É a pessoa que o inspirou na carreira. “Meu pai é o meu professor, 90% do que sei na área, aprendi tudo com ele”, declara.
Anderson conta que sempre teve muito interesse em carros, por ter crescido no ambiente da oficina que seu pai e seu tio tinham quando ele era criança. “Meu pai trabalhava com o meu tio e desde pequeno eu cresci nesse ambiente de mecânica. Aí, juntou com o interesse que tinha em carros e a curiosidade. Fui aprendendo com eles”, expõe.
Além de ser exemplo profissionalmente, Raul inspira o filho no intercâmbio de valores e como ser humano. “O pai é um excelente profissional, honesto e faz muito bem o que é determinado a ele. Presa muito pela união familiar, quer sempre ensinar com carinho e passa todas as suas experiências pra nós da família. Ele é muito dedicado e não quer que a gente abandone a oficina”, diz.
O único ponto negativo de trabalhar com o pai, segundo ele, fica por conta da divergência de gerações que acaba permeando a relação profissional. “A tecnologia já avançou muito e às vezes o que ele aprendeu lá atrás está diferente agora. Eu já sou de outra geração. Fiz alguns cursos. Temos opiniões diferentes, mas conversando a gente sempre se entende”, explica Anderson.

Profissão passada de pai para filho

ANDERSON e Raul Perotoni comandam a oficina mecânica da família

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