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Quatro décadas que marcaram a hotelaria gaúcha, esteio para outras que virão, ainda melhores.
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Quatro décadas que marcaram a hotelaria gaúcha, esteio para outras que virão, ainda melhores.

No dia 26 de novembro o Hotel Laje de Pedra comemorou a passagem de seus 43 anos de existência. Desativado desde maio de 2020, esse hiato de tempo em que estamos sem o nosso mais famoso hotel – cuja volta às atividades está planejada para 2024 com a bandeira da luxuosa rede alemã Kempinski – tem sido preenchido de maneira a mantê-lo vivo na estima da comunidade canelense. Desde o fechamento do Laje, móveis, colchões, roupas de cama e utensílios do hotel em perfeito estado, assim como valor arrecadado em leilão de peças valiosas do acervo, têm sido doados ao hospital, a escolas e instituições locais. Sem descuidar da memória afetiva dos gaúchos que viveram seu glamour, a direção da LDP Canela S/A, que adquiriu o hotel, já colocou em funcionamento o Mirante Laje de Pedra, um espaço dedicado à gastronomia, à arte, à cultura... à convivência, enfim.

Quatro décadas que marcaram a hotelaria gaúcha, esteio para outras que virão, ainda melhores.

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Alguns dos painéis que formam a linha do tempo da exposição

É no Mirante Laje de Pedra que está acontecendo a Exposição Alma Imortal, integrante do Projeto Cultural Laje de Pedra, com fotos de mestres da fotografia, gravações e dados que compõem uma linha do tempo do hotel que estabeleceu um novo parâmetro em luxo e sofisticação na hotelaria brasileira. O arquiteto gaúcho Edgar Graeff concebeu o projeto, surpreendente para a época, levado a cabo pelos sócios de então José Luiz Correa Pinto e Péricles Druck. O desafio era transformar, na década de 1970, a área com uma imensa laje em um hotel que dividiria as águas do turismo de lazer em antes e depois do advento do Laje de Pedra. 

Quatro décadas que marcaram a hotelaria gaúcha, esteio para outras que virão, ainda melhores.

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Quatro décadas que marcaram a hotelaria gaúcha, esteio para outras que virão, ainda melhores.

Algumas das belas fotografias da exposição

A EXPOSIÇÃO 

Aberta ao público de terça a domingo, das 12h às 23h (segunda-feira fechado) a exposição Alma Imortal merece a visita (gratuita) dos canelenses. Nos painéis reservados à linha do tempo, ela mostra do pioneirismo dos visionários à efervescência dos tantos acontecimentos artísticos, políticos e culturais que o Laje sediou. Na coletânea de imagens de grandes fotógrafos - 18 dentre os melhores do Brasil, sob a coordenação de Fernando Bueno – foram traduzidas nos cliques lindas nuances de um estabelecimento que fez história e continuará fazendo: do magnetismo comprovado do lugar ao moderno e o melancólico das instalações no auge e no ocaso.

O LIVRO

Mais uma iniciativa para jogar luzes na história de um ícone da hotelaria brasileira, mostrar as belezas ainda agrestes da nossa vasta região desde os Aparados da Serra e resgatar sua herança cultural, o magnífico livro Laje de Pedra Origens foi recentemente lançado, como já noticiamos aqui. Com a renda arrecadada pelas vendas (de novo a característica da LDP S/A) sendo revertida para o Centro Social Padre Franco. Falando da exposição e do livro, trazemos aqui o depoimento de uma jornalista e autora de obras de resgate histórico que também se apaixonou pelo Projeto Cultural Laje de Pedra. Liliana Reid é a autora dos tópicos da obra que compõem o tema O Campestre Canella.

NE: Tu és uma aficionada pelo resgate histórico de fatos e realizações de visionários, como tu bem transcreveste a verdadeira saga de João e Danton Correa, das suas famílias, de todos os personagens que gravitaram ao redor deles e auxiliaram no desenvolvimento da Região das Hortênsias. O Grande Hotel foi cenário para essa bela história. Agora, com o Laje de Pedra Origens, lá está você novamente envolvida em um projeto que envolve história e hotelaria. É uma coincidência ou uma predileção sua? Hospitalidade e memória andam juntas?

Liliana Reid: De uma maneira ou de outra, todos nós que descendemos de imigrantes sejam eles alemães, italianos, portugueses, ou de qualquer outra etnia que vieram para o Brasil em busca de dias melhores e, principalmente com o sonho de construir um lugar melhor para viver e criar seus filhos, devemos aos nossos antepassados esse resgate. Os sonhos dos corajosos e visionários têm a força de atravessar mares, subir montanhas e, do nada, construir cidades. Nós que viemos depois deles e já encontramos mais de meio caminho andado, precisamos manter ativa a energia que existe nessas memórias se quisermos construir um mundo melhor.

Sobre a segunda pergunta: Arrumamos nossa casa, vestimos nossas melhores roupas e preparamos nossas melhores comidas para receber os visitantes. Sentamos ao redor da mesa, ou do calor do fogo para contar nossas histórias. Com a facilidade de atravessar o mundo que existe atualmente somos cada vez mais nômades e os hotéis passaram a ser nossa segunda casa. Sou uma apaixonada por hotéis com personalidade, que preservam os valores ancestrais, que têm uma história para contar e se esmeram na arte de bem receber. Acredito que hospitalidade se aprende com os bons exemplos e tanto o Grande Hotel como o Laje de Pedra são grandes escolas desses valores.

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