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QUEM FOI PEDRO CANGA?
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QUEM FOI PEDRO CANGA?

 

No livro “Cultura Sul-Rio-Grandense” (EST / ICP / CIPEL), Porto Alegre, 1981, com organização de Moacyr Flores, encontramos os mais diferentes assuntos sobre o RS, sua história e sua gente.


O professor Pedro Leite Villas-Boas, numa pesquisa primorosa, nos traz um relato sobre a poesia de Pedro Canga, alcunha de Pedro Muniz Fagundes, poeta e repentista.


Mas, cabe ressaltar, quem trouxe à luz por primeira vez a vida de Pedro Canga foi o historiador Guilhermino César em seu livro “Pedro Canga - o Embuçado do Herval”.


Nascido em 1789(?) e filho de Vicente Moniz Leite e Dionisia Pereira Leal, tem sua maternidade atribuída a Josefa Canga. Serviu à Pátria desde os seus 12 anos. Participou ativamente da Revolução Farroupilha (na qual perdeu dois filhos), pelo lado dos legalistas, combatendo Bento e outros rebeldes.


Após a Revolução, Pedro Canga perambulou pela região, metendo-se em brigas e entreveros com um certo rompante de fúria. Segundo consta, já idoso, após cometer um assassinato foi julgado e enviado para Fernando de Noronha, de onde fugiu e, embrenhando-se pelas matas, após um ano chega à pé em Arroio Grande
Morreu em 1859(?). Pedro Canga deixou uma obra no mínimo intrigante: versos de profunda leveza em uma poesia rica em cultura...


“Podem as águas correr / às avessas do costume,
subirem ao mais alto cume, / e não poderem descer!
Podem os montes gemer, / amar e sentir paixão
quanto trago à coleção / tudo pode acontecer;
mas deixar de te querer, não pode meu coração!”


Demonstrava, assim, uma personalidade contrária aos hábitos violentos atribuídos, a um homem que mal conseguia usar um talher numa refeição ou sentar-se à mesa. Uma poesia rara no contesto “gauchesco”, ainda mais para aquela época.


Tudo o que é dito sobre Pedro Canga, em torno do enigma sobre o mito vem somar-se à sua pequena biografia. Biografia, essa, encoberta, desconhecida, oculta, como o próprio significado de sua alcunha “o embuçado”.
“Embuçado”, aliás, que significa encoberto, oculto, desconhecido, escondido. Como foi, também, toda sua história entre os municípios de Arroio Grande. Jaguarão e Herval, na fronteira do Rio Grande do Sul... a nossa terra!

 

 

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