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SABORES (E SABERES) DA COLÔNIA
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SABORES (E SABERES) DA COLÔNIA

 

A rotina da vida na colônia, como se sabe é muito diferente do que temos na cidade, mesmo com todas as “novidades” do interior de hoje.


O levantar cedo, o trabalho diário, o contato com a natureza e o ar puro, imprimem no morador do interior um tipo único, muitas vezes (como é o nosso caso aqui em Canela e muitas outras regiões) com algum sotaque carregado identificando famílias e origens.


Um dos mais fortes símbolos o interior está, sem sombra de dúvidas, na culinária, como uma marca registrada, como veremos a seguir...


No livro “Raízes de Nova Hartz” (UM Cultural – 2012), a professora Jaqueline Fick dá testemunho de sua própria família, no dia a dia e seus afazeres: “..... minha mãe fazia pão de milho, de aipim, sovado e de laranja...

humm... que delícia! Isso sem falar nas cucas de fruta, no bolo de manteiga (o preferido do meu pai), nos pães-de-ló com coco, nas roscas de porvilho, nos pudins de aipim... Quando minha mãe fazia mocotó ou buchada, quem não podia vir para comer (parentes) pelo menos trazia uma vasilha para levar para casa. .........Eu adorava quando a minha mãe fazia no almoço purê de batata e chucrute refogado com salsichas. ..........O molho de salsichão com cerveja de álcool, que ficava uma manhã toda sobre o fogão à lenha. ..........E o assado de pernil de porco, temperado na véspera e assado no forno do fogão à lenha, com massa caseira e salada de batata com molho branco, nem se fala”.


São detalhes os mais diversos que, como podemos ver, são de grande “parecença” entre famílias do interior, independentemente da localidade. E prossegue o relato: “ ........Quando faziam serão eu era a encarregada de levar a merenda para eles - Três pães de milho fatiados e uma bacia de vidro grande cheia de maionese (feita com salame, pepino, tomate, cenoura cozida, clara de ovo cozida, tudo picadinho). Ou cucas. Ou roscas com nata e kerschmier, ou bolos, ou wafles, ou sonhos, ou cuecas viradas.....”. Meu Deus!


Existem algumas máximas que bem definem o homem do interior e sua importância no meio social, cultural e econômico:
- Se o campo (entenda-se interior!) vai bem, a cidade vai bem!


- O morador do interior, com seu jeito (muitas vezes atrapalhado) de se expressar, não fala errado... apenas fala diferente!


No interior (na Colônia) ainda encontramos preservados os valores referentes ao saber e ao fazer nos costumes do Rio Grande do Sul... a nossa terra!

 

 

 

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