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Saudades!
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Saudades!

 

 

Um tempo totalmente atípico, é isto que estamos vivendo. Fico aqui pensando o que mais me faz falta neste tempo de distanciamento social. Sim, o que estamos vivendo é distanciamento. Não estamos isolados, aliás estamos mais conectados do que nunca. Lives, mensagens, posts, textos, notícias, grupos. Todos aí para mostrar que não estamos isolados, mas estamos distantes. Distantes da certeza, distantes do saber para que lado ir, distantes da realidade do cenário. Temos fatos, notícias, informação e muita desinformação também. A quantidade de bobagens e alarmismo que circulam nas redes sociais, nos grupos e na mídia é inacreditável. Então eu prefiro neste momento olhar para dentro de mim mesma.
E, olhando para dentro de mim, e também, para minha trajetória visitei os lugares que já conheci, as minhas conquistas e as grandes saudades que tenho na vida.
Minha maior saudade é do meu pai, nem preciso explicar a falta que ele me faz em um momento turbulento. Ele sempre sabia como me deixar quieta e calma. Às vezes nem precisava falar comigo. Sinto falta de viajar também, mas nem precisa ser para longe, viagem pra mim tem a conotação de movimento. E, eu me movimentando por ai, descobrindo lugares mesmo que perto, me enchem de amor e alegria.
Em viagens já conheci muitos lugares mas tenho muita saudade dos lugares que eu ainda não conheci. Na Áustria fui a apenas três cidades, e, fiquei encantada. Um dia volto. Alemanha também está na minha lista de desejos, conheci apenas Munique. Ainda quero ir para Colônia, tenho uma amiga que mora lá, e também quero me perder pelas ruas das cidades pequenas. Tenho saudade de me perder, de sair caminhando sem rumo, sem destino, sem mapa na mão.
Tenho saudade de mim mesma na adolescência, eu tinha uma garra para fazer as coisas que era incrível. Para mim nada era impossível, eu nem pensava, quando via estava conquistando lugares, pessoas, espaços. Tenho saudade da minha jovialidade.
Tenho saudade da liberdade. Coisa séria a gente não poder sair de casa né? Quando imaginaríamos isso. E, quando algo lhe é tolhido, aí sim é que ficamos com mais vontade de fazer. Aquela voltinha despretensiosa por aí, que falta que faz.
Tenho saudade da rotina do trabalho. Horários, hábitos, reuniões, agendas, eventos. Enfim, sinto falta do agito da minha profissão. Mas, essa rotina louca também me tirava o tempo, o equilíbrio e a tranquilidade que é necessária para viver. E, agora com este tempo estou conseguindo meditar todas as manhãs e caminhar no final da tarde. Também consegui olhar para a minha horta e ver que alguns temperos estavam faltando e que outros precisavam de cuidados, adubo.
Então tudo tem dois lados né? Tem a saudade que fica, mas tem também aquilo que a gente não prestava atenção, que fazia no automático e não dava a devida atenção.
Tenho usado o tempo para isso também, pensar. Pensar em como eu agia, o que eu fazia, como posso tentar melhorar tudo isso e também para prestar atenção em como as pessoas estão agindo. Porque é no caos que as máscaras caem né?
E, por falar em pessoas, é delas que sinto mais falta. Dos abraços, dos encontros, dos sorrisos, dos beijos apertados e do afeto. Eu sou alguém que se alimenta das pessoas, do carinho, do cuidado. Então, se hoje eu tivesse que escolher entre liberdade e abraços, ficaria com o último, sem dúvida.

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