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Transporte universitário está repleto de incertezas
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Transporte universitário está repleto de incertezas

Uma série de incertezas marca a retomada das aulas presenciais para estudantes universitários canelenses. Em função da pandemia, a dinâmica acadêmica foi modificada e a logística do transporte sofreu alterações a partir de março de 2020. Com a retomada gradual das atividades presenciais no próximo semestre, as associações de universitários da Unisinos e da Feevale tentam organizar os roteiros. Além da incerteza sobre o número de alunos que precisará do transporte, as instituições não têm definição sobre o percentual de auxílio que será repassado pela Prefeitura de Canela.
Em razão da dinâmica semipresencial das instituições de ensino, não será possível contar com exatidão o número de utilizadores. “Antes da paralisação, a associação contava com aproximadamente 90 alunos, mas nesse próximo período não terá número fixo de usuários”, afirma Andrew Basei, presidente da Sociedade Canelense de Universitários (SCU), que é responsável pelo transporte dos alunos do vespertino e noturno da Unisinos.


AGENDAMENTO
Andrew explica que a dinâmica para o próximo semestre será diferente das anteriores, mas os alunos terão autonomia para escolher o modo que preferirem para estudar. “A universidade adotou um sistema de aulas híbridas entre presencial e remoto. Como este semestre trata-se de um retorno as aulas presenciais, muitos alunos ainda poderão optar por continuar utilizando somente o sistema remoto”, diz.
Segundo o presidente, a ideia é adotar um sistema de agendamento para a utilização do transporte. “Os alunos nos indicariam as datas que necessitam do serviço e as comissões de organização repassariam para a empresa de transporte para que seja disponibilizado um veículo de acordo com a demanda: ônibus, van ou microônibus”, sugere Andrew.
A quantidade de alunos esperados para a utilização do transporte é inferior ao número de estudantes que usava o serviço antes da parada, mas as associações canelenses trabalham juntas para solucionar os problemas. “Imaginamos que teremos uma demanda pequena. Estamos analisando a possibilidade de nos juntarmos aos alunos de Feevale em um único transporte, para diminuir os custos. Mas ainda estamos em fase de estudos dessa opção”, explica.
Para Andrew, o auxílio da Prefeitura é imprescindível para a viabilização do serviço de transporte, mas a ajuda ainda está incerta. ”A prefeitura auxiliava em 70% do valor antes do coronavírus. Neste ano, inicialmente, a prefeitura se mostrou disposta a auxiliar, porém é algo que não está completamente definido”, menciona.
Segundo o presidente, a empresa escolhida para a locomoção dos alunos até a Unisinos foi a Transneves, de São Francisco de Paula, e o valor desembolsado pelos usuários é inestimável. “Os valores variam muito de acordo com a demanda e o auxílio da prefeitura por isso é difícil estimar”, afirma.
Diversas dificuldades foram encontradas no processo de reorganização da associação. O presidente elucida os desafios e as adversidades. “As maiores dificuldades que estamos encontrando hoje é na definição da demanda. Dependemos desse número para solicitarmos o auxílio da prefeitura, definir o modelo de organização que será adotado e qual o tipo de transporte que será escolhido com a empresa responsável”, desabafa.

“MAIOR DESAFIO É A FALTA DE DIÁLOGO COM OS ESTUDANTES”

O presidente Associação de Universitários da Feevale (AUF), Théo Reis, explica como será o retorno das aulas na Feevale. “A princípio, as aulas continuarão na modalidade virtual, porém os alunos que quiserem e se sentirem seguros irão retornar à Feevale. Com isso, estamos fazendo um levantamento para ver quem retornará, até mesmo para ver se vale a pena ou não ter o transporte”, explica.
A vontade dos membros da AUF é organizar um sistema com um número mínimo de alunos para o próximo semestre. ”Queremos, pelos menos, fechar uma van ou micro-ônibus, mas até o momento 17 alunos demonstraram interesse em retornar”, diz Théo.
A empresa responsável pelo transporte dos alunos até Novo Hamburgo será a Tomasini. Théo acredita que a Prefeitura de Canela ajudará financeiramente no retorno do transporte, assim como em anos anteriores. “Até o ano passado, antes da paralisação, a associação recebia um auxílio de 70%. Auxiliarão este semestre, mas ainda não foram definidos valores”, explica.
As maiores dificuldades encontradas nesse momento de retorno foram a falta de comunicação entre os estudantes, atrapalhando na resolução dos problemas. “O nosso maior desafio é a falta de diálogo com os estudantes. A gente manda o questionamento e não recebe resposta. Outro ponto também é a insegurança que nos assombra, desde o início da pandemia” diz o presidente.


REPASSE GARANTIDO
Para viabilizar o repasse de aporte financeiro, a Secretaria de Educação de Canela solicitou às associações universitárias que apresentem prestação de contas e documentação para celebração de novo convênio. Conforme a prefeitura, as associações que estiverem com a documentação em dia estão aptas ao auxílio. O valor do benefício ainda não foi estabelecido: depende da documentação e do número de universitários que utilizarão o serviço.

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