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TROPAS E TROPEIROS
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TROPAS E TROPEIROS

TROPAS E TROPEIROS

(sempre em frente...)

 

Existem tropas e... tropas!
Tropeiros e... tropeiros!
Muito se tem falado, pesquisado e escrito sobre tropeirismo – tropas de mulas, de cavalos, de bois, de porcos... E as tropas de perus?
Apesar de serem até comuns no passado, hoje praticamente não existem mais, ficando apenas nos “causos” ou em relatos como o do livro Raízes de São Marcos e Criúva, contados pelo senhor João Osmar dos Reis, da localidade de Ilhéus, Criúva
Segundo seu relato ele lembra de, ainda criança, ver o velho tropeiro VaviloSchinardi conduzindo tropas de perus.
Estas aves eram da raça Gigante que tinham uma plumagem escura (preta). As tropas variavam de 30, 40, 50 cabeças, ou até mais. Como a tropa era bichos considerados calmos, apenas duas pessoas faziam a empreitada. O da frente, bastava colocar na estrada, ou trilha, um sinuelo onde ia jogando milho. O outro, “tocava” a tropa. Depois de mais ou menos meia hora, não precisavam preocupar-se, pois todos os perus seguiam o sinuelode forma muito ordenada. O transporte do milho era feito num animal separado, em cargueiro de bruacas.

Os tropeiros faziam o percurso geralmente a cavalo, mas podiam ser a pé. Próximo ao meio dia, a tropa parava para descanso e também para evitar o sol forte, pois o calor podia deixar a ave abatida ou mesmo matá-la. Para evitar, o tropeiro não tropeava nestes horários. E geralmente tinham locais certos para o descanso e pouso.
As aves ficavam fechadas em mangueiras de taipa ou achão (madeira lascada e empilhada umas sobre as outras).
Um fato curioso é que os perus passavam boa parte do tempo em cantoria. Porém, se o tropeiro ou qualquer pessoa desse um assobio, fazia-se silêncio total por certo tempo.
As tropeadas de perus, geralmente tinham como destino Caxias do Sul. Mas saíam perus para outros locais, como Três Forquilhas e outros lugares do litoral.
Talvez estas tropas não tivesses tanta importância, devido ao pouco valor de venda ou também por surgirem depois as tropas de cavalos, bois e mulas que eram comercializadas e mais facilmente transportadas. No entanto, ajudaram muitas famílias da região que tinham, na criação de perus, um complemento de renda.

Apesar de “seu pouco valor de venda”, conforme o relato acima, as tropas de perus tiveram, sem nenhumexagero, grande importância no desenvolvimento econômico, social e cultural da própria história do Rio Grande do Sul... a nossa terra!

 

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