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Uma doce relação
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Uma doce relação

Como a pandemia impossibilitou as comemorações do Dia do Orgulho LGBT de ocorrer como sempre, reunindo multidões, o assunto parece não ter tido tanta relevância em 2020. Além da crise sanitária, ainda foi suplantado pelas reações antirracistas no mundo inteiro ante à violenta morte do negro George Floyd, nos Estados Unidos. Mas o público LGBT – para quem o 28 de junho na verdade não é dia de festa, mas sim de reivindicação pelo direito de existirem sem perseguição – vai conquistando espaços e merecendo respeito mesmo em cidades pequenas.
Os canelenses Bruno Silvestrin (32) e Adriel Deotti da Rocha (30) fizeram essa opção de vida e estão realizados em todos os sentidos. A felicidade que demonstram nos laços entre si, entregam para a comunidade de uma forma cheia de simbolismo: produzem doces artesanais que já receberam até primeiro prêmio em um concurso nacional, na televisão. A convivência diária de muitos anos de Bruno e Adriel ainda passa pela prova a que muitos casais não se submeteriam, que é trabalhar juntos. Bruno é cake designer (a um tanto rara profissão de confeccionar bolos de festas como se fossem obras de arte) e Adriel é confeiteiro. Se encontraram na vida em função desse ramo da gastronomia e constroem uma carreira que tem a qualidade dos cupcakes e bolos fantásticos que estão fazendo a fama da Ginger House.
Se no início da relação eles se depararam com um preconceito velado, a simpatia e o profissionalismo dos dois tornou mais escassa a percepção de estarem sendo discriminados. Mas Bruno deixa claro: “No início é mais complicado, ter aquele papel de se assumir para a sociedade, depois enfrentar ela, nunca tive diretamente preconceito, mas sabemos que isso existe e muito ainda”.

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Já Adriel enfatiza: “Ainda existe resistência, e creio que não será tão logo que deixará de existir, mas grandes passos são dados dia após dia, e o respeito é o grande segredo. Eu não preciso concordar com muita coisa, mas não tenho o direito de intervir”.
Tão otimistas quanto talentosos, no entanto, os entrevistados não olham para o que ficou para trás. Respeito é a palavra-chave dessa relação de troca com as pessoas. Eles têm para si que, desde o início, dão o máximo de respeito e o exigem de volta. Segundo Adriel, os próprios meios de comunicação ajudam muito nisso. “Já imaginou uma matéria destas há uns 10 anos atrás? Ainda mais em uma cidade pequena e relativamente de moradores conservadores?”. A cereja do bolo desse depoimento de duas pessoas felizes é colocada por Bruno Silvestrin: “Vejo pelas crianças de hoje em dia o quão evoluídas elas são, e estão dando um show em muito marmanjão preconceituoso por ai. Elas são puras e não rotulam, acham normal e até mesmo legal um casal gay. Minha sobrinha de 4 anos do nada disse esses dias para mim ‘acho legal você e o dindo Adriel, menino com menino é igual ao papai e a mamãe’. Frases simples como essa nos dão a esperança de um mundo melhor”.

 

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