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UMA DOR DE CABEÇA QUE PRECISA DE SOLUÇÕES
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UMA DOR DE CABEÇA QUE PRECISA DE SOLUÇÕES

UMA DOR DE CABEÇA QUE PRECISA DE SOLUÇÕES

MOBILIDADE URBANA

Como consequência do crescimento urbanístico e turístico, Canela está convivendo com uma problemática que está exigindo mais atenção e planejamento do Poder Público. Ao mesmo tempo em que a cidade se desenvolveu em determinadas áreas, a sua estrutura urbanística é praticamente a mesma há 70 anos. Na prática, o turismo, comércio e construções avançaram verticalmente, mas o planejamento viário não acompanhou o mesmo ritmo. O descompasso está refletindo diariamente no ir e vir dos pedestres, no tráfego de veículos, nas rotas de veículos pesados e também no transporte coletivo. Por isso, a mobilidade urbana vem se tornando uma dor de cabeça para munícipes, governantes e visitantes.
Diante dessa realidade, a Prefeitura vem se dedicando a encontrar e implantar soluções para melhorar o fluxo viário. Não é uma questão fácil de ser resolvida, com resultados eficazes em curto prazo, mas está na pauta de prioridades do paço municipal. Intervenções na malha viária da cidade como alargamento de pistas, mudanças de sentidos de ruas e eventuais desapropriações de imóveis para ampliações de trajetos poderão ocorrer.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que Canela atualmente tem uma frota 32.467 veículos. Em períodos de alta temporada, a cidade ganha o acréscimo de uma enorme população flutuante motorizada. Para desfazer os nós no trânsito, a Lei Municipal 4.443 aprovada pela Câmara de Vereadores em 2020, que institui o Plano Diretor Municipal de Mobilidade Urbana, é a referência que está sendo seguida. A legislação tem validade de 20 anos e prevê a construção de equipamentos, como elevadas para fluidez do trânsito, entre outras ações. As futuras intervenções viárias não serão decisões unilaterais do governo municipal, mas envolverão o conselho do Plano Diretor, entidades representativas e o trade turístico.


TRANSFORMAÇÃO DA CIDADE

“Quando falamos em mobilidade urbana, não falamos somente em carros. Ela inclui a circulação de pedestres, bicicletas, transporte público e a entrada da cidade. São vários fatores que compõem a mobilidade urbana”, comenta o secretário. “Há seis anos em relação à hoje, o crescimento de Canela explodiu. Foi uma transformação muito rápida. Às vezes, uma cidade leva 20, 30 anos para se desenvolver e, por isso, o poder público consegue planejar. A meu ver, esse é o grande problema. É a transformação de Canela que está acontecendo em curto espaço de tempo”, avalia Schaffer.


CONTRATAÇÃO DE ENGENHEIRO DE TRÁFEGO

A busca por uma consultoria técnica está sendo o primeiro passo adotado pela Prefeitura. Um profissional especializado está sendo contratado em caráter emergencial. “O engenheiro de tráfego vai analisar a cidade como um todo e fazer algumas sugestões, que podem não ser somente obras, mas de fluxo, para começarmos a desatar os nós pequenos”, explica o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, Alfredo Schaffer. “Neste momento, não descartamos nada, mas tudo vai depender de custos de obras e impacto visual na cidade. Túneis, por exemplo, são obras caríssimas e trazem um transtorno muito grande. Uma elevada não seria nada absurdo, para desfazer esse nó na entrada de Canela. Ali tem que ser algo mais ousado. Se não, é enxugar gelo”, opina Schaffer.
Com base no Plano de Mobilidade Urbana, melhorias estão sendo elaboradas com início pelo acesso ao município, envolvendo as ruas 1º de Janeiro e Getúlio Vargas. Como contrapartida de um empreendimento, um projeto executivo do trecho está sendo confeccionado. “Não é somente de alargamento de ruas que estamos falando. Temos que pensar como os carros vão entrar na cidade por esta pista alargada e, depois, como irão entrar na Getúlio Vargas e em como vamos espalhar esse trânsito”, frisa.


POSSÍVEIS MELHORIAS PARA DESATAR OS NÓS

A primeira questão que está em andamento é a definição das ações que serão desenvolvidas. A partir daí, as soluções serão encaminhadas:
- Criação de rotas destinadas ao escoamento de veículos de carga é desafio.
- Em médio prazo, alargamentos de pistas poderão ocorrer
- Implantação de um terminal para estacionamento de ônibus não está diretamente nos planos, mas a transferência da Estação Rodoviária para uma área no bairro São José, para chegadas e partidas de ônibus intermunicipais, também poderá abrigar coletivos de turismo.
- Ciclofaixas serão implantadas
- O uso de transportes alternativos será incentivado
- Criação de uma secretaria exclusiva para o Trânsito e Mobilidade Urbana
- Como compensações ao município, três empreendimentos privados serão parceiros financeiros na execução das futuras obras
- Estacionamento púbico não está previsto
- Um projeto para a implantação de uma 3ª pista em um trecho da RS-235, entre o Monumento do Mercosul até a esquina com a rua Rodolfo Schlieper, no Centro, está sendo analisado. O trecho que será duplicado possui cerca de 850 metros de extensão.


ANEL VIÁRIO PARA O TRÂNSITO PESADO

Outro projeto que está em análise na Secretaria de Meio Ambiente, Urbanismo e Mobilidade Urbana envolve a implantação de um anel viário para o trânsito de veículos pesados. A intenção é retirar o fluxo de caminhões e ônibus da região central, ligando ramais por vias secundárias de bairros. “Os congestionamentos são potencializados pelos caminhões e ônibus em função da dificuldade para fazer as rotatórias ou ingressar em pequenas vias! Isso acaba prejudicando todo fluxo”, analisa o agente de trânsito, Márcio de Brito.

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