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VITÓRIA CONTRA O CORONAVÍRUS
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VITÓRIA CONTRA O CORONAVÍRUS

O biólogo aposentado Vitor Hugo Travi, 68 anos, é um dos 329 pacientes que foram infectados pelo novo coronavírus (Covid-19) e estão curados até o momento em Canela. Durante 17 dias, ele travou uma verdadeira batalha pela vida. Travi ficou três dias sendo assistido na tenda do Hospital de Caridade de Canela (HCC), quatro dias em um leito comum e, por último, dez dias internado na UTI, com mais 4 dias de recuperação em um hospital privado em Caxias do Sul.
O idoso chegou a perder 12 quilos durante a luta para vencer a Covid-19, necessitou do auxílio de respirador artificial, recebeu duas bolsas de plasma convalescente, além de ter ficado em coma induzido. “A vida é muito boa para ser desperdiçada por um vírus”, comemora Travi.
Figura carismática em Canela pelo trabalho que realiza em prol do meio ambiente, ele conta que os procedimentos médicos e os medicamentos lhe oportunizaram uma segunda chance para viver, mas as vibrações positivas e as orações de familiares, amigos e até mesmo de pessoas que ele nem conhece contribuíram para a sua plena recuperação.
“Eu senti como sou querido pela sociedade de Canela. Com certeza, foi a pior experiência da minha vida, mas essa corrente espiritual me ajudou a sair do buraco”, afirma. Travi conta que seu quadro clínico piorou rapidamente. “Foi tudo muito rápido, tudo piorou de um dia para o outro”.
O biólogo relembra que em uma UTI os pensamentos são confusos. O paciente fica um pouco perdido no tempo, mas a vontade de superar a Covid-19 foi mais forte. “Quando me dei por conta estava dentro de uma UTI. Para mim, fazia um ou dois dias que estava internado, mas quando me falaram que eu já estava há dez dias internado, quase desmaiei, não acreditei que tinha ficado tanto tempo ali”, diz.
O contato com o mundo externo era feito via chamada de vídeo, o que era um alento para o biólogo. Nessas ocasiões, a emoção e a alegria em poder falar com pessoas do seu convívio o fortaleciam. Por vezes, esse contato tinha que ser interrompido porque elevava a sua pressão arterial. “Rever as pessoas que te amam e que tu ama também é uma emoção que não tem como descrever”, afirma.
Travi lembra que o desejo em retornar ao convívio familiar também foi uma espécie de remédio para a sua cura. “Pensei muito na minha família. Saí de uma enrascada, saí de um problema muito sério. O meu pulmão estava muito comprometido, junto com a minha força, o médico conseguiu fazer milagre”, comenta. “Não era a minha hora, não foi dessa vez”, acrescenta.
Recuperado, Travi não ficou com sequelas, mas necessitou de fisioterapia e de uma fonoaudióloga para voltar a andar com segurança e falar corretamente. “Ainda me falta resistência física, mas isso é normal devido ao desgaste de se passar por uma UTI. Eu estava tão fraco que parecia que não tinha as pernas. Fiquei muito debilitado fisicamente. Tive por um fio para ficar com sequelas, mas graças a Deus não fiquei”, comenta.
Ao ganhar alta e retornar para casa, Travi pôde passar o Dia dos Pais com os filhos, seguindo protocolo de prevenção. “Foi o melhor Dia dos Pais que eu já tive. Foi o mais significativo por eu estar junto deles novamente. Estava reunido com as pessoas que eu amo”, diz.
Depois de superar a Covid-19, Travi respira aliviado e a alegria de viver voltou com força. “Estou muito feliz por estar de volta. Estou feliz por estar em casa, estou feliz por ver a minha mulher sorrir novamente. Ela e os meus filhos ficaram muito preocupados”, enfatiza. “Acho que escapei dessa. Agora, vou seguir adiante. Tenho muita coisa para fazer ainda”, conclui.

VITÓRIA CONTRA O CORONAVÍRUS

RECUPERADO, Vitor Hugo busca retomar a sua rotina

TRAVI RECOMENDA A ADOÇÃO DE PROCEDIMENTOS MÍNIMOS DE PREVENÇÃO À COVID-19

Vitor Hugo Travi não sabe onde contraiu o coronavírus, mas admite que não seguiu à risca todas as recomendações de prevenção à doença. “Sempre quando saía estava sozinho, longe das pessoas. Não usava máscara porque uso óculos e, com a máscara, as lentes embaçavam”, explica. “Mas quando estava em lugares onde tinham pessoas, eu sempre usava a máscara. Eu nunca me expus sem máscara em grupos”. Depois de passar por toda uma angústia e enfrentar a Covid-19 com todas as suas forças, o biólogo recomenda. “Eu acho que os procedimentos mínimos de segurança devem ser adotados. Tem que se cuidar, tem que se expor minimamente onde o perigo é conhecido. A vida me deu uma segunda chance. Essa vida e a energia de muitas pessoas se somaram para me puxar de volta junto com a minha força. Muito obrigado a todos”.

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Já temos 4 comentário(s). DEIXE O SEU :)
Vera Paiva

Vera Paiva

Deus abençoado!????
★★★★★DIA 15.08.20 20h49RESPONDER
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Miguel Evilacio Da Silva

Miguel Evilacio Da Silva

Boa recuperação Amigo.
★★★★★DIA 15.08.20 18h45RESPONDER
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Tatiana Saraiva

Tatiana Saraiva

Que notícia maravilhosa! Vida que segue. Aproveite. Abraço.
★★★★★DIA 15.08.20 01h04RESPONDER
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