Jornal Nova Época O Jornal do seu tempo

loader
X

Fale Conosco:

Aguarde, enviando contato!
<<< VOLTAR
ZONA DE CONFORTO?
  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp

ZONA DE CONFORTO?

ZONA DE CONFORTO?

Vivemos um período recheado de grandes “verdades” apregoadas por coach’s, influencer’s, mentores, marqueteiros e uma série de outros profissionais que nos ensinam a cada momento o quanto necessitamos ingerir de água, se o ovo hoje mata ou é remédio, se o leite é lixo ou luxo, se o caminhar deve ser rápido ou lento.... muito de tudo o que vemos e ouvimos pode ser considerado uma inútil bobagem.


Existem também algumas expressões contemporâneas que, por vezes, podem estar a serviço de interesses inconfessáveis. Enquanto isso, vai se firmando um vocabulário, embora restrito, muito próprio de uma geração adolescente e de outra que finge ainda fazer parte desse período do ciclo vital. Termos como “protagonismo”, “trans” “lugar de fala”, “zona de conforto” entre outros tantos, são expressões que ocupam o centro das conversas daqueles que pensam estar movendo o mundo a partir de postagens no Insta ou no Twitter. Enquanto permanecem nesse universo está tudo bem. O problema começa quando tais termos querem se sobrepor ao idioma, a conceitos formados através de estudos científicos ou a própria história.


Vou me ater a uma expressão que já se tornou bem comum e ouvimos quase todos os dias e que, como toda mentira milhares de vezes repetida, até parece ser verdade: zona de conforto! Começou a ser utilizado por urbanistas objetivando delimitar um espaço físico onde é possível viver com adequada estrutura urbana dotada de água, luz, meios de comunicação, área de lazer, recolhimento de resíduos, serviços de saúde e de educação, transporte coletivo...


Na psicologia, a zona de conforto está definida como um conjunto de ações, pensamentos e comportamentos que não geram risco, medo ou ansiedade porém, existe um significado, também no estudo das emoções, deveras importante e poucas vezes mencionado para a essa expressão: resistência a mudanças e desafios preservando um lugar mental condicionado a apenas o que estamos acostumados a fazer, sentir e pensar. E é aí que reside o perigo!


Permanecer na mesmice, repetir mais do mesmo, continuar estagnado naquilo que foi ou poderia ter sido e escolher seguir sendo conduzido pelo espelho retrovisor não é um sinal de saúde mental e os efeitos nefastos dessa “zona’ se manifestam na nossa casa quando repetimos comportamentos que um dia nos fizeram mal; na nossa cidade quando nos habituamos a sentir o odor do lixo que de fato existe, ignorando que nesse mesmo lugar também estão os canteiros floridos anunciando aromas e formas e cores que merecem ser percebidas.


O maior lugar comum nesses períodos eleitorais, nesses momentos decisivos é a tal “zona de mendicância intelectual” que afirma: “eu não gosto de política.... pra mim é tudo igual.... ninguém vale nada....eu nem vou perder meu tempo em votar...tenho nojo dessa gente!” Pois esse é um momento em que existe a possibilidade de sair dessa arrogante ignorância e tomar posição, assumir aquilo que acredita e se informar sobre o impacto desse pleito na sua vida.


A “zona de conforto” pode ser também uma “cortina de fumaça” que oculta a dor, o medo de tomar decisões, a parca disposição em contrariar interesses e até o temor de ser atropelado por um coração que volte a se encantar pelo simples “pulsar” instigando a ação que, em boa hora, é um excelente antidoto para a depressão.

  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp

Olá, deixe seu comentário para ZONA DE CONFORTO?

Enviando Comentário Fechar :/

Últimas Notícias

Matérias de Capa

PUBLICIDADE Jornal Nova Época